TCE quer saber onde foram parar R$ 70 milhões aplicados pelo Manausprev nas gestões de Serafim e Amazonino

Atendendo a uma solicitação do procurador-geral de Contas, Carlos Alberto Souza de Almeida, o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE) vai realizar uma força-tarefa para analisar as aplicações financeiras efetivadas pelo Manaus Previdência (Manausprev), da Prefeitura de Manaus, em fundos, cujos valores envolvem montantes somados acima dos R$ 70 milhões.

Conforme o despacho assinado, no final da manhã de hoje, pelo conselheiro-presidente do TCE, Ari Moutinho Júnior, o procurador-geral do Ministério Público de Contas, Carlos Alberto Souza de Almeida, será o coordenador dos trabalhos.

De acordo com o procurador Carlos Alberto Souza de Almeida, em 2008, quando o prefeito era Serafim Corrêa (PSB) e Sandro Breval o gestor do Amazonprev, foram  investidos R$ 43 milhões da Manausprev no Fundo Quatá (fundo de investimento de renda fixa a longo prazo de crédito privado), valor que não foi devolvido aos cofres públicos.  Dois anos depois, já na administração de Amazonino Mendes (PDT), que tinha como gestora do órgão investigado a advogada Danielle Leite, esposa do deputado Sidney Leite (PROS), um novo investimento, no valor de, aproximadamente, R$ 28 milhões, também foi realizado pelo órgão previdenciário, sem retorno.

“Precisamos analisar se esses investimentos foram realmente benéficos para a Administração Pública. Os dados não estão disponíveis e não sabemos onde os recursos foram efetivamente aplicados. A questão ainda está obscura e precisa ser esclarecida”, comentou o procurador-geral do MPC, Carlos Alberto Souza de Almeida.

De acordo com o procurador-geral do MPC, entre as razões para se analisar a destinação dos recursos estão as aplicações temerárias realizadas pelo Manausprev, a opacidade sobre o rastreio dos investimentos e as notícias de vultosos prejuízos resultadas dessas aplicações financeiras.

Na solicitação, o procurador-geral do MPC pediu, ainda, que sejam empregados os esforços necessários, até mesmo a contratação de corpo técnico especializado em investimentos financeiros de alto risco (contadores, peritos etc), para mensuração dos resultados das aplicações financeiras com recursos do Manaus e responsabilização dos gestores à época. Em reunião com o procurador Carlos Alberto de Almeida, o conselheiro Ari Moutinho Júnior garantiu que iria dar todo o apoio e estrutura da Corte de Contas para esclarecer a questão levantada pelo Ministério Público junto ao TCE.

Vale ressaltar que em maio de 2016, o  colegiado do TCE reprovou as contas do Manausprev, referente ao exercício de 2008. Na ocasião, os gestores foram condenados a devolver aos cofres públicos R$ 43,6 milhões, entre multas, glosas e alcance.

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Este post tem um comentário

  1. Rodrigo Melo

    Notícia visando enfraquecer o Negão… tem jeito não Hiel, te conforma porque o Negão voltou e o Amazonas com ele está!!!

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