Sob pressão de bolsonaristas, que querem tirar seu cargo, Marcelo Ramos convoca mobilização em defesa da ZFM

Pressionado por bolsonaristas, que querem sua saúda da vice-presidência da Câmara dos Deputados, alegando que o posto pertence ao PL, partido do qual saiu, o presidente da Casa em exercício, deputado federal Marcelo Ramos (PSD-AM), está convocando lideranças empresarias, políticas, representantes dos trabalhadores e entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), presidida pelo amazonense Beto Simonetti, além dos reitores da UEA – Universidade do Estado do Amazonas, para uma grande mobilização no Congresso Nacional em defesa da Zona Franca de Manaus. O ato está marcado para a próxima quarta-feira, 11, 10h, na sala do Colégio de Líderes da Câmara.

“Queremos fazer um grande ato em defesa dos direitos dos amazonenses de ter um emprego e de sustentar suas famílias, pelos recursos que mantém os serviços públicos como saúde e educação públicas, pela nossa UEA e pela nossa floresta”, disse Ramos, acrescentando que a liminar do ministro Alexandre de Moraes pela exclusão dos produtos da ZFM nos decretos do IPI não interrompe o trabalho da bancada do Amazonas por uma decisão definitiva do STF.

Ataque

Não bastassem os ataques sistemáticos ao modelo ZFM, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tenta uma manobra para retirar o amazonense Marcelo Ramos da vice-presidência da Câmara, cargo para o qual foi eleito com massiva votação – ele teve 396 dos 513 votos possíveis. Respaldado por outra decisão favorável do ministro Alexandre de Moraes, Ramos não só segue no cargo como assumiu, nesta semana, como presidente em Exercício da Câmara dos Deputados.

“O desejo do presidente é que eu troque a manutenção no cargo de vice por silenciar em relação a ZFM. Não me curvarei nem trocarei o futuro do meu estado por cargos. Seguirei lutando pelos empregos, pelas escolas, pelos hospitais, pela floresta, pelo futuro do Amazonas”, disse Ramos, classificando a atitude do presidente como retaliação às críticas que faz ao seu governo, em especial aos decretos do IPI que acabam com a competitividade da Zona Franca.

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