Silas não muda. Até na eleição em que não foi atacado, ele decidiu aprontar a emitiu cheques sem fundo

Daqui a pouquinho o deputado Silas Câmara vai promover mais uma daquelas reuniões grandes, em que ele convoca os pastores da igreja que controla, a Assembleia de Deus, para demonstrar força política, desta vez para apoiar o candidato Marcelo Ramos. Mas o que seria uma festa da democracia vai ser mais uma exibição de um político sob suspeita. É que o deputado, acusado por várias irregularidades e réu em pelo menos dois processos no Supremo Tribunal Federal, acaba de cometer mais um crime: sua campanha passou cheques sem fundo a cabos eleitorais, às vésperas do primeiro turno.

O pior é que as pessoas, que receberiam R$ 440, são humildes e moram na periferia de Manaus. Elas estão revoltadíssimas. Boa parte pertence à Igreja Assembleia de Deus, que Silas não cansa de envergonhar.

Para piorar, quem assina os cheques é ninguém menos que a ouvidora geral do Estado do Amazonas, Zanele Teixeira, apadrinhada de Silas no governo e administradora dos partidos que ele controla no Amazonas.

Fica cada vez mais evidente a influência do governo José Melo na campanha de Marcelo Ramos.

E fica cada vez mais claro que Silas não tem jeito. Já responde por portar dois CPFs; foi preso em Senador Guiomar, no Acre, na década de 80, por receptar peças de carro roubadas; não explicou a remessa de uma grande quantia em dinheiro vivo para a campanha de sua esposa, Antonio Lúcia, no Acre e ainda foi acusado por funcionários de ficar com parte do salário pago a eles pela Câmara Federal.

O que causa ainda maior espanto é constatar que, com toda esta folha corrida, ele continue a comandar, com mão de ferro, uma igreja tradicional, forte e querida como a Assembleia de Deus.

Veja o extrato da conta dos enganados, para provar a emissão dos cheques acima:

comprovantes

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