David Renan Cavalcante da Silva, que se apresentava como empresário, foi encontrado morto ontem com 15 tiros nas costas, na Travessa da Bênção, comunidade João Paulo, bairro Nova Cidade. Pouco antes ele havia gravado um vídeo, amplamente divulgado em redes sociais, no qual acusa um policial, Bento Luciano, de ser o causador de sua “situação” – amordaçado em um matagal e depois executado. Wagner Sombra de Araújo, que estava com ele, sobreviveu aos tiros e segue internado. O fato mostra que a Segurança Pública perdeu o controle do Estado, aonde hoje as facções criminosas acusam, julgam e executam seus inimigos à luz do dia e “arrochadores” – nome que se dá aos agentes da lei que chantageiam criminosos – se multiplicam.
Silva e Araújo foram alcançados pela facção quando tentavam tirar do “prego” um carro estacionado na esquina das ruas Jacarezinho com Itaquara, no bairro nvo Aleixo. Um vídeo de câmara de segurança mostra o momento em que eles são encapuzados e forçados a entrar em outro carro, que segue com destino ignorado.
Ambos apresentavam-se nas redes sociais como empreendedores, mas a história contada por Silva no vídeo que está viralizado mostra que tinham envolvimento com o tráfico de drogas. Ele afirma que o policial Bento Luciano, que estaria preso em uma unidade prisional do Monte das Oliveiras, saía do local para “arrochar” traficantes e repassava drogas para revenda. “Comprei um material dele ano passado a na quarta-feira ele disse que dois informantes dele entregaram uma balsa com areia e seixo, que estaria trazendo uma tonelada de pó e pedra”, relata.
Episódios como este são cada vez mais frequentes. Todos os dias em Manaus pelo menos uma pessoa aparece morta de forma brutal. A maioria não entra para as estatísticas da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), que insiste em divulgar números tentando emplacar na mídia a versão de que a criminalidade estaria sob controle.
No caso em tela, uma ponta continua solta. Um terceiro elemento estava na companhia das dois alvos da emboscada no momento da abordagem, mas ele não foi sequestrado e desapareceu. Seu nome seria João.
As investigações foram abertas na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
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