Neste domingo (27), acontece o segundo turno das eleições suplementares, resultado de um Governo (José Melo) cassado por corrupção eleitoral, por compra de votos. Para o deputado José Ricardo Wendling (PT), os dois candidatos, ambos ex-governadores, representam o mesmo grupo político que se reveza no Estado há mais de 30 anos e que o deixou no abandono. “Representam a política velha, da falta de transparência, das irregularidades, da corrupção”, disparou ele, lembrando que esse grupo começou com Gilberto Mestrinho, passou por Amazonino Mendes, depois por Eduardo Braga, Omar Aziz, José Melo e, incluindo até o interino David Almeida.
José Ricardo destacou que esse é o grupo que utiliza supercontratos, muitos com suspeitas de desvios de recursos, terceirizou a saúde. Hoje, a população é prejudicada, mas também os terceirizados sofrem com salários atrasados e com a falta de alguns direitos trabalhistas. “Lemos nos jornais os profissionais do Hospital 28 de Agosto que estão há quatro meses sem receber. Mas também estão nessa situação os técnicos do Instituto da Mulher, do Platão Araújo, do João Lúcio. Problemática em várias unidades. Enquanto isso, os concursados aprovados da Susam desde 2014 ainda aguardam as suas convocações, pauta que cobro toda semana neste parl amento”, disse ele, enfatizando ainda os supercontratos na saúde, citando como exemplo o caso do Hospital Delphina Aziz, Zona Norte, em que o Governo iria pagar R$ 10 mil por cirurgia, denúncia que encaminhou ao Ministério Público do Estado (MPE) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), pedindo auditoria e investigação.
Já na área da segurança, a situação é ainda pior, na avaliação do parlamentar, com a população vivendo a mercê da criminalidade, precisando de mais policiais nas ruas. Enquanto isso, mais de 800 policiais estariam lotados em órgãos públicos, inclusive, na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), no TCE, no Tribunal de Justiça, no Ministério Público e até na Prefeitura de Manaus. “Já pedi do líder do governo, quem denunciou essa situação, a relação desses policiais, porque grande parte deles deve estar nas ruas. Também cobro novo concurso público para a PM, onde tem mais de 3 mil vagas em aberto”, frisou, ressaltando que o papel do parlamentar é fiscalizar o executivo e cobrar solução aos problemas do estado. “Mas elogio a postura do líder do governo ontem, deputado Sabá Reis, ao trazer à tona a problemática na segurança pública, por irregularidade no Governo do Estado”.
E finalizou dizendo que a eleição deste domingo é desanimadora, não só pelo recurso utilizado, que já foram gastos mais de R$ 34 milhões somente pela Justiça Eleitoral, fora os gastos dos candidatos, partidos e das pessoas que doaram recursos, mas porque não há esperança de melhorias para o Amazonas, seja quem for eleito. “Talvez as eleições de 2018 possam reacender essa chama”, concluiu.
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