Sem ter mais a proteção de José Melo, Nair Blair volta à mira da PF, do TCU e tem até energia cortada

O Tribunal de Contas da União pediu auxílio à Polícia Federal para notificar a ongueira Nair Queiroz Blair de decisão tomada no ano passado, que a considera responsável pela falta de prestação de contas da Agência Nacional de Gestão de Recursos para a Hiléia Amazônica – Angrhamazônica (CNPJ 07.061.140/0001-19), em convênios firmados com órgãos federais desde 2005. Morando atualmente em Rio Preto da Eva, onde vive com o companheiro, o vice-prefeito Neto do Baixo Rio, ela teve até mesmo a energia da propriedade do casal cortada por falta de pagamento.

Nair é procurada pelo TCU junto com Américo José Córdula Teixeira, Elaine Rodrigues Santos, Isabella Pessoa de Azevedo Madeira, Joana Etelvina Queiroz Blair, José Carlos Nogueira Barbosa, e Ronaldo Daniel Gomes, todos envolvidos nos procesos instaurados para apurar a falta de prestação de contas da Agência que controlavam.

Uma das tomadas de contas especiais diz respeito a convênio com o Fundo Nacional de Cultura e refere-se à “não comprovação da boa e regular aplicação dos recursos recebidos. citação da entidade convenente e de seus representantes. citação solidária dos agentes públicos responsáveis pela aprovação da avença. revelia da entidade e de suas dirigentes. ausência de verificação da capacidade técnica e operacional da proponente, bem assim da compatibilidade dos custos do projeto com os preços de mercado.em razão da não
comprovação da boa e regular aplicação dos recursos do Convênio no 508/2007-MinC/FNC (Siafi no 611.249), cujo objeto consistia na implementação do projeto “Lendas e Encantos da Amazônia”, o qual visava à realização do espetáculo de comemoração do “Ano Novo Temático Amazônico em Brasília”, na passagem de 2007 para 2008”.

Os recursos previstos para implementação do objeto conveniado foram orçados no valor total de R$ 2.731.450,00, sendo R$ 2.185.160,00 repassados pelo Ministério da Cultura. Considerando que R$ 900,00 foram restituídos pela convenente aos cofres do Tesouro Nacional, para efeito de cobrança, o valor do débito alcançou o montante de R$ 2.184.260,00, data-base 28/1/2008 (data em que os recursos foram depositados na conta bancária específica do convênio).

As responsáveis Nair Queiroz Blair, qualificada como gestora de fato da operacionalização, celebração, execução e prestação de contas do Convênio 508/2007-MinC/FNC, e Joana Etelvina Queiroz Blair, presidente de fato da operacionalização, celebração, execução e prestação de contas do referido convênio, após transcorrido o prazo regimental fixado, não atenderam às respectivas citações e não se manifestaram quanto às irregularidades verificadas, o que as conduzem a serem consideradas revéis, para todos os efeitos.

ELEIÇÃO

Nair Blair foi a pivô da cassação do governador José Melo. Comandando outra instituição, ela firmou convênio para instalar um centro de monitoramento durante a Copa do Mundo de 2014, mas os órgãos de fiscalização constataram que o serviço não foi prestado e os recursos utilizados para a compra de votos na eleição daquele ano.

Ela está impedida de sair do país e deveria permanecer em Manaus, mas decidiu morar em Rio Preto, onde conseguiu apoio do prefeito local, Anderson Souza. Passou a comandar obras emergenciais no município, aproximou-se do vice- prefeito, Neto do Baixo Rio, e atualmente mora com ele em uma chácara nos arredores da cidade.

Ontem ela compareceu à subsidiária da Eletrobras Amazonas Energia para exigir que tivesse o fornecimento restabelecido em sua propriedade, sob a alegação de que é “uma figura pública, que não poderia passar por este tipo de constrangimento”. Saiu correndo de lá quando foi alertada de que a Polícia Federal estava a sua procura para citá-la no processo que corre no Tribunal de Contas da União.

Desde a cassação de Melo, Nair passou a viver uma espécie de “inferno astral”.

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