Se aceitar o convite para ser secretário de Estado, Marcos Rotta não vai renunciar à vice-prefeitura

Desde a semana passada está circulando versão segundo a qual o vice-prefeito de Manaus, Marcos Rotta (PSDB), teria sido convidado pelo governador Amazonino Mendes (PDT) para assumir a Secretaria de Região Metropolitana de Manaus, com a missão de utilizar os R$ 149 milhões anunciados pelo Governo para investir no asfaltamento da capital. O próprio Rotta não confirma e se mantém em silêncio, mas interlocutores dele garantiram ao blog há pouco que, se aceitar o convite, ele não renunciará à vice-prefeitura, como tem sido especulado. Apenas se licenciará.

Rotta de fato ficou contrariado com as articulações de seu grupo político com vistas à eleição estadual. Ele esperava ser incluído em alguma chapa majoritária, como candidato a governador ou vice-governador, fato que esteve muito próximo de se concretizar, quando o prefeito Arthur Neto (PSDB) cogitou a possibilidade de apoiar o governador Amazonino Mendes. O vice-prefeito se queixa de que não foi ouvido no momento em que foi decidido o apoio de seu partido ao senador Omar Aziz (PSD).

Se decidir aceitar o suposto convite de Amazonino, Rotta pode, além de se licenciar do cargo que atualmente ocupa, desfiliar-se do PSDB para ficar independente, sem partido. Ele pode tomar essa decisão sem ter o posto ameaçado, porque se enquadra na regra destinada a ocupantes de cargos majoritários.

Por ironia do dstino, o mesmo já ocorreu no início dos anos 2000 com o atual senador Omar Aziz. Ele licenciou-se do cargo de vice-prefeito de Manaus para assumir a Secretaria de Segurança Pública, também quando Amazonino era governador. Depois, voltou ao posto e candidatou-se a vice-governador, em 2002, elegendo-se ao lado do atual senador Eduardo Braga (MDB).

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