Nos próximos dias o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vai nomear o general da reserva Algacir Antônio Polsin como novo superintendente da Zona Franca de Manaus, substituindo o coronel da reserva Alfredo Menezes Junior. Ao contrário do que foi noticiado ontem, quem chega para assumir o mais importante posto federal do Amazonas não é o atual comandante da 4ª Região Militar. Ali está o irmão dele, general de Exército Altair José Polsin.
Curiosamente, o novo superintendente nasceu em 1964, ano em que as Forças Armadas assumiram o poder no Brasil. Aos 56 anos, Polsin é catarinense de Porto União, mas é conhecedor da realidade amazonense, porque foi chefe do Estado Maior do Comando Militar da Amazônia e participou de inúmeras missões importantes na região, como chefe do Centro de Controle de Coordenação de Operações do Comando Militar da Amazônia.
Ele comandou varreduras nos presídios de Manaus, logo após uma tensa rebelião, esteve à frente da Operação de Garantia da Lei e da Ordem por ocasião da greve dos caminhoneiros, no governo Michel Temer (MDB) e respaldou a Operação Acolhida, cujo objetivo foi organizar a entrada de venezuelanos no Brasil, fugindo do regime chavista da Venezuela.
Sob a batuta do general, o Comando Militar da Amazônia realizou 507 Operações Militares na Amazônia Ocidental em 2017 e 412 em 2018, reforçando a presença do Exército Brasileiro nos rincões mais distantes. No ano passado recebeu o título de Cidadão do Amazonas, sugerido pela deputada Alessandra Campelo (MDB).
Polsin é paraquedista, assim como o presidente Jair Bolsonaro, e instrutor de educação física. Fala fluentemente três idiomas e foi observador militar da Organização das Nações Unidas na Guatemala, comandou Batalhão no Haiti e atuou como instrutor da Academia de Guerra do Exército do Chile. Ele também tem curso avançado de Infantaria em Fort Benning, nos Estados Unidos, e de defesa no Royal College os Defense Studies, no Reino Unido.
Considerado um militar de excelência, Polsin é instrutor das principais escolas do Exército, como a Academia Militar das Agulhas Negras. Ele ainda comandou a Brigada de Infantaria de Selva de Boa Vista (RR) e o Batalhão de Infantaria de Curitiba (PR).
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