O teatro como potência de transformação social e “ensaio para a vida” é a proposta central do projeto “Oficinas formativas em Teatro do Oprimido: possíveis experimentações para narrativas (auto) biográficas no ensino de ciências e a vida”. Contemplada pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), a iniciativa está percorrendo cinco municípios amazonenses: Novo Airão, Manaus, Coari, Rio Preto da Eva e Iranduba, oferecendo oficinas gratuitas, lives formativas e apresentações artísticas.
O projeto, realizado pelo coletivo Allegriah, foca na estética do Teatro do Oprimido, criada por Augusto Boal, que busca transformar o espectador passivo em “espect-ator”, protagonista de sua própria realidade.
As atividades já passaram por Novo Airão, no espaço da Fundação Almerinda Malaquias (FAM) e na Escola Indígena Juriti – Tucue (Comunidade Indígena Maku Ita). Em Manaus, encerraram-se no dia 20 de dezembro de 2025, no Centro Espírita Casa do Caminho, com o espetáculo “Um sonho de Natal”.
Diálogo entre Arte, Ciência e Existência
Para a coordenadora geral e idealizadora do projeto, Jackeline Monteiro, a iniciativa é um desdobramento de sua pesquisa de mestrado na UEA e de sua trajetória no Grupo Allegriah. “O teatro nos permite colocar em cena aquilo em que acreditamos e inventar outros modos de vida em sociedade. Atuamos com diversos públicos, de crianças a idosos e PcDs, reafirmando o teatro como espaço de escuta e invenção coletiva”, afirma.
As oficinas não utilizam técnicas fixas, mas partem da realidade local. Em Novo Airão, por exemplo, o foco foi a preservação da floresta. Já em Manaus, os jogos teatrais focaram na improvisação para o espetáculo natalino. “O teatro do oprimido é um ensaio para a revolução. Os jogos despertam o corpo e fortalecem o senso de coletividade”, ressalta o arte-educador Leandro Lopes.
Em cada município, o projeto conta com produtores locais responsáveis pela pré-produção em seus respectivos territórios. Em Novo Airão, contamos com a parceria do produtor local Matheus Isaac e da liderança indígena e artesão Valda Barreto. Em Manaus, o projeto contou com os produtores e oficineiros Leandro Lopes, Anna Ângelo e Eriane Lima.
Próximas Etapas e Inscrições O calendário segue intenso. Em janeiro de 2026, o projeto chega a Iranduba (Lar Terapêutico Ágape), Rio Preto da Eva (Centro de Reabilitação Ismael Abdel Aziz) e Coari (em parceria com artistas e produtores locais).
Lives
Além das oficinas presenciais, o projeto realizará lives em dezembro e janeiro com doutores e especialistas renomados para debater o teatro na sociedade.
Abrindo ciclo de diálogos, no dia 29 de dezembro (Segunda-Feira), a partir das 10h00 (horário de Manaus), o coletivo Allegriah receberá, três artistas-professoras que fazem da vida uma verdadeira obra de arte e partilham seus olhares no grupo de pesquisa VIDAR em In-tensõe da Universidade do Estado do Amazonas (UEA):
- Profa. Dra. Mônica Costa, Profa
- Profa. Dra. Caroline Barroncas
- Profa. Dra. Mônica Aikawa.
A transmissão será realizada via Youtube através do canal JM Arte, Literatura e Produção Cultural. Para assistir, basta acessar:https://www.youtube.com/watch?v=EPZgz1dwhW8
Oportunidade
Ainda em dezembro, serão abertas inscrições para monitores aprendizes nas áreas de produção cultural, fotografia, metodologias criativas e social media, ampliando o impacto formativo do projeto no estado.
Apoio
Governo do Estado do Amazonas via Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Governo Federal / Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).
Parceiros
Escola de Egressos, Grupo de Pesquisa “Vidar em In-tensões”, Centro Espírita Casa do Caminho, Fundação Almerinda Malaquias, Prefeitura e Secretaria de Cultura de Novo Airão.
Serviço
O quê: Oficinas formativas de Teatro do Oprimido
Onde: Manaus (Casa do Caminho), Iranduba, Rio Preto da Eva e Coari.
Quando: Até janeiro de 2026.
Acesso: Gratuito (com certificado de participação).
Informações e Imprensa: (92) 98258-9133 (Wanessa Leal).
Redes Sociais: @allegriahoficial
FICHA TÉCNICA
Jackeline Monteiro – Coordenação Geral, Produção executiva, Oficineira
Stivisson Menezes – Oficineiro, Coordenador de Logística, Assistente de Produção, Mediador
Vitor Lima– Oficineiro, Assistente de Produção, Mediador.
Deihvisom Caelum – Oficineiro, Assistente de Produção.
Leandro Lopes – Assistente de Produção, oficineiro
Osmarina Lima – Coordenação pedagógica
Anna Angelo – Oficineira, Assistente de Produção
Francisca Monteiro – Assistente de Produção
Eriane Lima – Produtora Cultural e Oficineira, Casa do Caminho
Wanessa Leal – Assessoria de Imprensa
Produtores Culturais Coari
Anderson Sena– (Produtor Cultural – Coari)
Alan da Silva– (Produtor Cultural – Coari)
Iranilton Lopes– (Produtor Cultural – Coari)
Deivison Dantas – (Fotógrafo, Captador de vídeo e imagem – Coari)
Produtores Culturais Novo Airão
Matheus Isaac– (Produtor Cultural – Novo Airão)
Fábio Lucas– (Produtor Aprendiz – Novo Airão)Cleberson – Fotógrafo e Videomaker – Novo Airão
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