Professores e funcionários da Escola Superior Batista do Amazonas (ESBAM) estão temerosos com o retorno do controle da instituição às mãos do antigo gestor, o professor Elizeu Rodrigues de Lima, conforme determinado pela Justiça em decisão prolatada no último dia 2 (veja aqui). É que eles sofreram muito quando o gestor comandava a Universidade com constantes atrasos no pagamento de salários e falta de condições mínimas de trabalho.
A disputa pelo controle da instituição ocorreu em meio a ruidosos conflitos, que geraram muita confusão, denúncias de lado a lado e um desgaste profundo na imagem da escola. Um grupo baiano, que adquiriu o controle da Esbam, não cumpriu cláusulas do contrato e por isso perdeu na Justiça a direção. O negócio acabou cancelado.
Na decisão que devolveu o controle aos antigos proprietários, a juíza Simone Laurent determinou uma transição de 30 dias, que agora os representantes legais de Lima tentam antecipar. E é justamente isso que está causando desconforto entre professores e funcionários.
“Ele administrava a Esbam de forma caótica. O fluxo de caixa era absolutamente descontrolado. Influências externas atrapalhavam o pagamento de salários e até a aquisição de suprimentos fundamentais para o funcionamento dos cursos. Isso sempre foi uma preocupação para nós. Não morremos de amores pelos baianos, que efetivamente não melhoraram a situação e ainda usaram indevidamente a instituição, mas a Justiça deveria analisar melhor a situação e manter a intervenção, que vem dando certo”, diz um professor, que pediu anonimato com medo de represálias.
Segundo a fonte, não era raro notar a presença de agiotas na tesouraria da instituição, muitas vezes até armados, cobrando por empréstimos efetuados pela antiga gestão. “O Elizeu não tem a menor condição de administrar a Esbam. Apelamos à Justiça para que reveja a decisão e coloque condicionantes para limitar a ação dele e preservar a saúde financeira da instituição”, conclui o denunciamento, que apresentou ao blog um abaixo assinado contendo mais de 200 assinaturas de professores e funcionários, que será encaminhado à juíza.
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Este post tem um comentário
Até recuperar a ESBAM, ótimo, uma instituição que tem tradição, entregue à uma quadrilha de caloteiros e falsários? Mas daí à voltar para o Eliseu é pular da frigideira para o fogo: não paga tributos, não paga salários, desvia dinheiro para os filhos.
Ideal seria profissionalizar a Gestao, modernizar a estrutura e reprogramar tudo, modernizando currículos e projeto pedagógico .
Fora desse cenário terão recuperado para perder .