Professores de São Gabriel pedem socorro na Aleam por causa de salários atrasados há três meses

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vicente

“O que mais chama a atenção é que, desde Gilberto Mestrinho, quando voltou para o governo em 1982, não se ouvia falar de atraso de pagamento. Lamentavelmente, para nossa surpresa e decepção, voltamos a conviver com isso”, afirma o  deputado Vicente Lopes (PMDB). Nesta quarta-feira 15, ele recebeu uma “Carta Aberta da População de São Gabriel da Cachoeira para a Assembleia Legislativa do Amazonas”.  Junto, a lista de frequência de 180 professores de São Gabriel (a 852  km de Manaus), cujos salários estão atrasados desde março. Da tribuna, Lopes denunciou a situação e protocolou com requerimento entregue ao líder do governo, David Almeida (PSD),  solicitando providências ao governador José Melo (Pros) e ao secretário de Educação Algemiro Ferreira Lima.

“A classe educacional de São Gabriel da Cachoeira está sofrendo as maiores humilhações devido ao atraso de pagamento de seus salários por parte do governo do estado. Os professores da rede estadual de ensino, pais e mães de família, estão desesperados com suas contas em atraso, créditos cortados, aluguéis vencidos, juros do cartão de crédito comprometendo a renda familiar para os próximos meses e até mesmo as despesas básicas como a alimentação estão sendo prejudicadas”, diz trecho da “Carta Aberta”, em que  é solicitado apoio de todos os deputados . Em outras ocasiões, os professores informaram que o atraso do pagamento vem desde o mês de março.

“Já não bastassem os problemas na área de Saúde, de infraestrutura, falta de transporte escolar em São Gabriel, agora temos esse injustificável atraso no pagamento de salários aos profissionais da educação. Com a falta de salários, você fica impedido de manter a sua vida nas mínimas condições”, sustenta o deputado. Na Carta Aberta é informado que este ano (2016) o governo entregou uma escola nova, o Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti), mas as expectativas acabaram frustradas até por falta de infraestrutura.

“A população acreditou, com muitas expectativas em uma educação de qualidade, deixaram seus filhos nesta referida escola. Porém a falta de infraestrutura adequada por falta de acabamento, falta de recursos humanos, a desvalorização dos professores do PSS, vêm dificultando o seu bom funcionamento. Como se não bastasse, a equipe da Coordenadoria Regional da SEDUC/SGC, vem ocupando alguns espaços desta escola. As buraqueiras das vias públicas de nossa cidade vêm cada vez mais prejudicando os nossos transportes escolares, coletivos e particulares”, lê-se na Carta Aberta.

O documento também contém nove itens como reivindicações para “melhorar” a educação básica daquele município. O primeiro é o “pagamento imediato” dos professores. Entrega de merenda escolar antes do início das aulas e que seja “de qualidade e regionalizada”; convocação imediata dos merendeiros, administrativos e pedagogos aprovados no último concurso; garantia de estabilidade dos professores integrados; contratação imediata dos vigilantes para as escolas estaduais, também estão na lista de reivindicações.

REPÚDIO AO DEPUTADO PLATINY

Na Carta Aberta dos professores de São Gabriel, na lista de providências para “melhorar a educação” daquele município, o nono item tem a seguinte redação: “Repúdio ao projeto do deputado Platiny que tem como objetivo principal proibir os debates referentes a religião e política nas escolas públicas”.  Trata-se do deputado estadual Platiny Soares Lopes (DEM), autor de um projeto de lei que vem provocando muita polêmica.

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