Professores criam comando contra o retorno das aulas presenciais

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Professores do Estado e do município de Manaus criaram uma organização para se opor ao retorno das aulas presenciais este ano. Na última quinta-feira (9 foi realizada uma plenária por videoconferência, da qual participaram cerca de 150 trabalhadores da Educação. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) foi muito criticado por eles.

A presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues, chegou a participar da plenária nos minutos iniciais, mas disse que não poderia permanecer, pois teria outro compromisso. Também não designou nenhum representante para acompanhar a discussão, o que reforçou as críticas à entidade, que é controlada há décadas pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B).

Durante a videoconferência houve uma tentativa de derrubar o sinal, controlada pelos organizadores. Todos os participantes concordaram, então, que não existem condições seguras para o retorno das aulas presenciais neste momento em que a pandemia continua ativa e não existe remédio que cure a doença e nem vacina que elimine o vírus.

Os participantes exigem ainda que o Sinteam convoque uma assembleia geral da categoria para deliberar sobre o assunto.

“É histórico o descaso com a parte estrutural e material de nossas escolas. As condições físicas nas escolas sã inadequadas e existe a necessidade da unidade da categoria e da comunidade escolar para impedir essa irresponsabilidade (a volta às aulas presenciais)”, diz o professor Otto Franco, que assumiu o comando informal do grupo.

Foi denunciado pelos participantes da videoconferência que as Secretarias de Educação do Estado e de Manaus estão repassando para as Associações de Pais e Mestres e para os Conselhos Escolares a responsabilidade de aquisição dos kit de higienização (sabão e álcool gel), assim como os máscaras descartáveis (equipamento de proteção individual), com dinheiro vindo de repasses federais que possuem outro destino de aplicação nas escolas.

Os professores também chamaram atenção para a situação dos funcionários da administração da Secretaria Municipal de Educação, que ão ficaram em home office porque foram convocados para distribuir cestas básicas aos responsáveis dos alunos e resolver ouros assuntos.

Hoje os participantes da videoconferência foram ao Sinteam e apresentaram as reivindicações do novo colegiado.

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