Prefeitura monta duas bases para atender imigrantes venezuelanos

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) montou duas bases de atendimento médico aos indígenas venezuelanos que imigraram para Manaus. Um dos locais é a Cáritas Arquidiocesano, na Joaquim Nabuco, Centro da cidade, o outro é o Núcleo de Saúde da Família (Nasf) Ivone Lima, no bairro Coroado, na zona Leste.

Segundo o secretário da Semsa, Marcelo Magaldi, por orientação do prefeito Arthur Virgílio Neto, nesses locais, todas as terças e quintas-feiras, dois médicos, um da Semsa e o outro do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI–Funai), realizam atendimento médico das 13h às 17h, para todos os indígenas que estão em Manaus, com a intenção de garantir saúde para essa população.

“Os indígenas que estão na rua Quintino Bocaiúva são encaminhados para a Cáritas e os que estão em abrigos seguem para o Nasf Ivone Lima. Desta forma, nós garantimos que algumas doenças não se propaguem entre eles e que não evoluam para casos mais graves, permitindo que essas pessoas possam ter o mínimo de qualidade de vida”, declarou Magaldi.

A chefe do Núcleo de Saúde de Grupos Especiais, Wanja Dias Leal, destacou que a parceria institucional tem garantido a organização das ações de atendimento aos aproximadamente 500 indígenas que estão em Manaus.

“Nossas equipes do programa Consultório na Rua se revezam para garantir o êxito dessas ações. Nós atuamos com técnicos de enfermagem, enfermeiras e assistentes sociais que vão até o local onde estão esses indígenas para realizar o que chamamos de busca ativa, que é a triagem dos pacientes e dos sintomas. Depois dessa fase, eles são transportados aos núcleos de atendimento médico por equipes da Semsa e da Semmasdh (Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos)”, explicou Wanja.

Os casos mais comuns ocorrem com crianças e idosos que, geralmente, têm problemas respiratórios e de pele. Esses pacientes são diagnosticados pelos médicos e recebem o medicamento adequado para tratamento.

Alguns indígenas têm resistência ao uso de medicamentos e são acompanhados por cuidadores do DSEI para garantir que tomem comprimidos e xaropes nos horários indicados e, assim, possam melhorar gradativamente.

 

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