O prefeito de Maués, Junior Leite (União Brasil) agitou o final de semana pela ousadia com que participou da agenda do governador Wilson Lima, seu correligionário, naquele município. Durante toda a programação, ele ostentava um boton com o número do senador Omar Aziz (PSD), candidato à reeleição, mesmo tendo ao lado o concorrente dele, Coronel Menezes (PL). Para completar, no comício, Leite pediu votos não apenas para o senador, mas também para o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), que não é apoiado nem pelo governador, muito menos pelo militar.
Leite é sobrinho do deputado federal Sidney Leite (PSD), aliado de Omar. Este último faz uma campanha independente. Apesar de estar em coligação cujo candidato a governador é o senador Eduardo Braga (MDB), ele só pede votos para Lula e para o candidato à reeleição ao Senado. E libera seus aliados para apoiar Wilson.
O fato ocorrido em Maués é sintomático da torre de babel em que se transformou esta eleição. Os prefeitos do interior que apoiam Wilson estão todos no palanque de Omar e recusam Menezes. A maioria dos proporcionais da coligação do governador fazem o mesmo. O coronel reformado faz uma campanha praticamente isolada, com apoio de poucas lideranças, mas tem tido o suporte da maioria dos bolsonaristas do Estado.
No comício de Maués, Menezes ouviu calado o prefeito puxar a música de campanha de Lula e pedir votos para Omar, inclusive citando seu número.
Compartilhe isso:
- Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
- Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
- Clique para compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
- Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
- Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
- Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir




