Por uma nova ordem institucional

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Nosso país é surreal! pois, não bastasse toda a desgraça causada na economia, nas gestões governamentais em todos os níveis e mais gravemente na saúde emocional e física da população pelo vírus chinês, é, na política e nas relações institucionais, que o bicho tá pegando e de tal maneira lamentável, que estamos à beira de uma ruptura simplesmente porque os poderes da república ainda não sabem e/ou fazem de conta que não sabem, quais são os limites que a constituição impõe a cada um na separação e na independência entre si, uma questão crucial e determinante para o equilíbrio e manutenção da harmonia e da paz nacional.

Vou logo dizendo que não vou passar a mão na cabeça de ninguém até porque só tenho um lado, que é o Brasil, diante desse horror de mandonismos e desmandos promovidos por gente candidata a imperadores e supremos e que não está nem um pouco preocupada com o quadro caótico em que a nação se encontra e, do alto das torres dos seus castelos e vivendo seus mundinhos particulares, atentam contra a solidez das instituições e promovem todo tipo de atitudes temerárias levando ao desequilíbrio das relações políticas e institucionais e colocando em perigo nossa tenra é recente democracia.

De um lado um presidente da república irascível, boquirroto e indócil no trato com adversários, com correligionários e com a mídia tradicional. Um pai mais preocupado em proteger a família do que a população; um cidadão que ainda não aprendeu que ocupa o mais alto cargo da república; um político experiente que não aprendeu com os erros dos adversários e com sua própria vivência no parlamento o que é respeitar espaços e limites republicanos.

Um Presidente eleito com pouco mais da metade dos votos dos brasileiros por meio de uma campanha que quebrou todos os paradigmas dos financiamentos, com um gasto pífio e sem partido tradicional, não pode se dar ao luxo de achar que ao assumir a cadeira pode tudo ou romper certas práticas ainda enraizadas na alma dos políticos tradicionais os quais ainda precisarão de um bom tempo para serem varridos da vida pública; mas ele pode se quiser, se tiver paciência e estômago, iniciar um novo tempo nessas relações nefastas e entregar um país mais limpo para as futuras gerações. Não é de todo fácil!

De outro lado os comandantes dos parlamentos federais pouco ciosos das suas atribuições constitucionais os quais, ensimesmados nas péssimas práticas políticas, mantém o triste vício da boca torta pelo cachimbo e impõem e sustentam a velha e asquerosa prática de vender dificuldade para lucrar facilidades mesmo em meio a um país enfraquecido economicamente e enfrentando uma grave crise na saúde. Estes comandam verdadeiras gangues que arrostam toda e qualquer tentativa de mudança nas práticas deletérias do é dando que se recebe e, cujo sentimento mais nobre, consiste em meter a mão no butim econômico e orçamentário de um país quebrado financeiramente. Para nossa sorte, ainda há gente de bem nesse meio!

Mas, é no outro lado da praça dos três poderes na capital federal, que a atual crise institucional foi gerada e se mantém acesa, tudo porque a mais alta corte judiciária do país por parte do seu presidente e de um dos seus componentes, se colocaram acima dos demais poderes, atropelaram a constituição e vêm promovendo uma verdadeira caça às bruxas com a indefensável desculpa de que a corte vem sendo aviltada e sofrendo toda sorte de críticas.

Essa atitude é de um primarismo, de um amadorismo e até de uma puerilidade tamanha que não encontra respaldo nem constitucional tampouco social, porquanto viola um dos maiores princípios insculpidos na carta magna que é o da liberdade de expressão tão caro e tão difícil de ser compreendido especialmente por quem se coloca acima do bem e do mal, achando que estão intocavelmente no topo da pirâmide social, política e institucional e assim podem agir persecutória mente contra os demais poderes e contra quem se insurja contra suas práticas nada republicanas e que portanto, não podem e nem devem sofrer críticas e questionamentos ainda que verdadeiras e necessárias.

O ruim de tudo isso, além de vir na esteira de uma pandemia que causa milhares de vítimas e corrói a economia, é que esses movimentos e atitudes temerárias, podem levar à ruptura institucional e promover o retorno a um período difícil da vida nacional com o qual já convivemos e não foram nada exemplares nem saudosos para quem o vivenciou.

Nenhum chefe de poder é melhor do que o outro! Nenhum poder é maior do que o outro!

Há instantes em que apenas e somente o Brasil deve ser colocado acima de todos os sentimentos individuais, dos desejos pessoais, dos interesses políticos, dos sonhos extravagantes e das querelas partidárias porque, se assim não for, continuaremos a ser uma nação dependente, um povo pobre e um país atrasado moral, econômica e politicamente.

Tá na hora do diálogo, da introjeção de que ninguém está acima das críticas e dos puxões de orelhas; tá mais que na hora de certas autoridades tomarem um chá de bússola e de humildade e olharem mais para o povo e o país e menos para si mesmos e respeitarem os espaços e limites da convivência, do respeito mútuo e das atribuições que a Constituição impõe a cada poder.

Tomem tento senhores!

Té logo!

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