PMN, o “nanico” que mais muda de mãos no Amazonas, terá quarto dirigente em dois anos

A máxima de que partidos nanicos só servem para fazer negócio se confirma com o Partido da Mobilização Nacional (PMN) no Amazonas. Pela quarta vez em dois anos a legenda vai mudar de comando no Estado. Foi o que anunciou ontem o empresário e ex-candidato a vice-prefeito de Manaus, Orsine Oliveira Junior, que era o presidente do Diretório Regional e anunciou a sua desfiliação.

O dirigente mais longevo do PMN/AM foi o ex-vereador Chico Preto. Ele chegou a disputar o Governo do Estado pela legenda em 2014. Em 2016 elegeu-se para a Câmara de Manaus e em 2018 disputou a eleição para vice-governador, na chapa de David Almeida. Em 2019 anunciou a saída depois que o partido se declarou oposição ao presidente Jair Bolsonaro. Naquela época o advogado Marcelo Amil assumiu o comando, mas por pouco tempo. Em menos de um ano ele perdeu a direção para Junior.

O empresário assumiu o comando da legenda de olho na composição com o ex-governador Amazonino Mendes (Podemos), de quem pretendia ser vice na eleição de 2020. Essa articulação fez com que ele atraísse um bom número de vereadores para a sigla. Como não deu certo, ele anunciou a própria candidatura a prefeito, mas recuou depois para ser vice do deputado federal Capitão Alberto Neto (Republicanos).

Na eleição de 2020 em Manaus o PMN elegeu três vereadores.

“Fizemos um excelente trabalho de mobilização e reestruturação do partido. Pegamos uma sigla totalmente desestruturada, sem nenhuma representatividade na Câmara Municipal e hoje o deixamos com uma bancada. Também montamos 18 diretórios no interior”, afirma Orsine Junior.

O nome do novo presidente ainda não foi anunciado.

 

 

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