Pirralha

Por Ronaldo Derzy Amazonas*

Quando éramos crianças, minha veneranda mãezinha D. Lélia, nos tratava carinhosamente de pirralhos seja para nos apresentar:

-Fulano esse aqui é o meu pirralho! seja para para nos dar um sonoro ralho:

-Espera aí seu pirralho que vais já apanhar!

Esse termo, sem origem etimológica definida, está para o mesmo que piá no sul, moleque no nordeste ou curumim do tupi guarani que quer dizer criança ou homem pequeno.

Recentemente foi usada pelo presidente Bolsonaro quando este se referiu à menina sueca Greta Thunberg elevada repentinamente à condição de defensora do meio ambiente por meio de um movimento que encabeçou com larga repercussão no planeta.

Greta Tintin Eleonora Ernman Thunberg, este é o nome completo dessa menina sueca branca, de origem nórdica, de classe média alta, estudante de um escola das mais frequentadas na sua cidade, e que liderou uma forma de protesto que consistia em toda sexta feira gazetar as aulas para promover discursos e posicionamentos em frente ao parlamento sueco a favor do meio ambiente especialmente reclamando contra as intervenções humanas as quais pretensamente tem sido responsáveis pelas mudanças climáticas e suas implicações para o planeta.

De repente a mídia internacional volveu seus olhares para a garota e esta foi escolhida personalidade do ano por parte de uma revista americana, além de eleita a queridinha dos movimentos internacionais os quais, quase sem ícones para promoção das suas teses calamitosas, se apegaram à primeira vela acesa em meio a uma onda de escuridão e obscuridades plantadas por organismos e organizações que teimam em atacar o inatacável e defender o indefensável quando o tema é meio ambiente e mudanças(?) climáticas.

Está mais que provado que ondas de calor na Europa, tsunamis na Ásia, elevação do nível do mar, aumento do clima planetário, queima de florestas e outros fenômenos climáticos, são mais que naturais porquanto sazonais tendo em vista virem ocorrendo há milênios e hoje, em meio à vasta e moderna tecnologia, são milimetricamente previsíveis com um ou outro acontecimento mais grave.

Crianças como Greta, não podem ficar expostas ou serem usadas como escudos ou massa de manobra para que entidades e adultos aproveitadores se valham de suas ansiedades ainda que naturais e previsíveis, para imporem uma onda de catastrofismo, de fundamentalismo climático e de denuncismos sem causa com a clara intenção de causarem pânico e terror na população ou buscarem a fama do modo mais barato ao atacarem governos, entidades e pessoas creditando a estes toda a culpa pelo fato de o planeta reagir de modo sazonal aos efeitos climáticos naturais e esperados, num movimento cíclico que há milênios ocorrem.

Deixem a pirralha estudar em paz, permitam que crianças como Greta apenas estudem e possam, no dia a dia, questionarem e serem respondidas sobre suas dúvidas e angústias (até aquelas sobre o clima do planeta terra) mas não se aproveitem de suas condições de inocência infantil ou fase indefectível dos porquês para expô-las ao ridículo tornando-as meros objetos em suas mãos de adultos irresponsáveis e inconsequentes.

Té logo!

*O autor é farmacêutico bioquímico e diretor-presidente da Fundação Hospital Alfredo da Matta

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