Pela primeira vez Polícia do Amazonas chega a “empresário do tráfico” em Manaus

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Na tarde de ontem, equipes do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) deflagraram uma ação policial que culminou nas prisões de Thiago Monteiro da Silva, de 35 anos, conhecido como “Thiago Mineiro”, e da companheira dele, Stheffany Barbosa Vasconcelos, 27, em cumprimento a mandados de prisão temporária. O casal é responsável por administrar as finanças e distribuir drogas comercializadas pelo Comando Vermelho (CV) no Estado e também tem ligações com outra grande facção criminosa nacional, o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na verdade esta é a primeira vez em que a Polícia do Amazonas coloca atrás das grades um verdadeiro “empresário do tráfico”, aquele que financia, transporta e investe o dinheiro das facções, mas não se envolve em disputas territoriais.

Conforme o delegado Rafael Allemand, do DRCO, “Thiago Mineiro” é apontado como o maior distribuidor de drogas do Estado. Ele era o responsável pela administração financeira e organizacional do grupo. Além disso, estabelecia contato com os fornecedores dos materiais ilícitos, oriundos de países como a Colômbia e Peru.

O diretor do DRCO explicou que o estilo de vida de Thiago era diferente dos demais integrantes de organizações criminosas. “O infrator não costumava sair em público e tinha uma vida aparentemente normal. No entanto, diligências indicam que ele possuía uma visão de negócios muito acima da média, o que lhe permitia obter a posição hierárquica dentro da facção a qual pertencia”, disse Allemand.

A diretora-adjunta destacou que Thiago e Stheffany realizavam transações financeiras ilícitas, com o intuito de lavar dinheiro proveniente da venda de drogas. “Durante as investigações, nós constatamos que o casal possuía um padrão de vida incompatível com a renda que os dois alegaram receber. Só em Fortaleza, Stheffany possuía um imóvel avaliado em mais de R$ 700 mil”, disse a delegada Marna de Miranda.

A autoridade destacou, ainda, que o casal era dono de outras propriedades nas regiões Nordeste e Sul do país. Além do mais, em depoimento, Stheffany relatou que recebia um salário de R$ 7 mil, quase o mesmo valor que o casal desembolsava no aluguel de uma mansão em Manaus.

Rafael Allemand informou também que, no decorrer das investigações, foi constatado que uma balsa era, possivelmente, utilizada pelo casal para o transporte de drogas. Diligências apontam que a embarcação era controlada por Thiago, apesar de estar documentada no nome de um familiar do infrator, para que suspeitas não fossem levantadas.

Para o delegado-geral adjunto da Polícia Civil, a operação realizada pelas equipes do DRCO representa um revés para o crime organizado no estado. “A implacável ação dos policiais civis demonstra não só o empenho da instituição em sufocar estruturas de grupos criminosos, bem como retira do convívio social um infrator com alta capacidade de articulação e planejamento”, afirmou Tarson Yuri Soares.

Stheffany foi presa na embarcação, de propriedade do Thiago, que estava atracada no Porto do Roadway, no bairro Centro, na zona sul de Manaus. Já ele foi preso em um condomínio de luxo, no bairro Tarumã, na zona oeste da capital, onde morava.

Durante a ação policial, além das prisões, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão. Na ocasião, foram apreendidos dois veículos, celulares, documentos, joias e dinheiro. Entre as apreensões estão relógios caros, o que demonstra o estilo de vida do “empresário”.

O casal foi indiciado por organização criminosa. Após os procedimentos cabíveis, eles serão encaminhados para a Central de Recebimento e Triagem (CRT), onde deverão passar por audiência de custódia, a ser realizada por meio de videoconferência.

Na tarde de ontem, equipes do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) deflagraram uma ação policial que culminou nas prisões de Thiago Monteiro da Silva, de 35 anos, conhecido como “Thiago Mineiro”, e da companheira dele, Stheffany Barbosa Vasconcelos, 27, em cumprimento a mandados de prisão temporária. O casal é responsável por administrar as finanças e distribuir drogas comercializadas pelo Comando Vermelho (CV) no Estado e também tem ligações com outra grande facção criminosa nacional, o Primeiro Comando da Capital (PCC). - Pela primeira vez Polícia do Amazonas chega a "empresário do tráfico" em Manaus - Blog do Hiel Levy

 

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