Pátria livre

Por Ronaldo Derzy Amazonas*

Inevitável não ocupar esse espaço nessa semana sem me quedar ao tema do momento, qual seja, a soltura do presidiário mais famoso do Brasil, não pelo que este e seu partido representam em si enquanto personagens contemporâneos importantes da cena política nacional e sim, pelo que protagonizaram em termos de  corrupção e por terem transformado o Brasil numa cleptocracia sem precedentes no planeta.

Lula, o PT e demais corruptos parceiros seus enjaulados ou não, foram e são os principais beneficiados por uma decisão patética, duvidosa e inoportuna da mais alta corte judicial brasileira que, depois dos seus membros claudicarem durante mais de sete anos mantendo e voltando atrás na tese da prisão em segunda instância em votações apertadas, finalmente, acossados por suas próprias prisões de consciência por deverem favores políticos a quem os indicou, decidiram por meio de longos e insustentáveis argumentos, que quem rouba, mata, trafica, estupra ou comete toda sorte de corrupção, não pode aguardar mais encarcerado até que seu processo percorra todas as instâncias judiciais ou que seus recursos alcancem como se denomina em juridiquês, o famigerado trânsito em julgado, ou seja, que seus processos mofem nas calendas ou nos porões das cortes e dos juizados.

Já foi dito por um dos mais sérios e renomados membros da corte suprema do Brasil que não serão os criminosos pobres que se beneficiarão dessa decisão mas, aqueles que puderem contratar e pagar os mais caros escritórios de advocacia, portanto, a tese vitoriosa no STF vai ao encontro apenas daqueles que se locupletaram fartamente na ignominiosa roubalheira dos cofres públicos nos últimos dezesseis anos notadamente nos governos dominados pela esquerda.

Decerto, que a culpa pela existência de uma legislação frouxa e caótica e, mais grave ainda, mal interpretada pelos membros da mais elevada corte de justiça do país, não deve recair tão somente nas costas das suas excelências os magistrados e sim, ser igualmente dividida com os componentes do parlamento federal os quais, de forma irresponsável e covarde, não assumiram o protagonismo de alterar e modernizar as leis penais brasileiras permitindo que se mantivesse no ordenamento jurídico pátrio as normas que os beneficiam e os protege principalmente em se tratando de alongar indefinidamente os recursos e as instâncias judiciais para que seus crimes ou caiam no rol do esquecimento ou prescrevam para que nunca paguem por suas culpas e erros.

Êta Brasilzão da impunidade!

Lula livre uma ova! Lula solto isso sim e por enquanto apenas, pois para mim, ele não passa de um ladrão, de um corrupto e de um político cínico cuja presunção de inocência existe tão somente na cabeça dos supremos e na letra morta e surrada da nossa sofrida constituição federal.

Que livre, isso sim, seja a nossa pátria dessa corja de larápios e malfeitores.

Que livre, isso sim, seja a nossa pátria dos maus juízes.

Que livres, isso sim, sejamos nós brasileiros dos maus políticos e de uma legislação penal anacrônica e que protege brandidos e corruptos.

Livre-nos Deus, isso sim, desses inimigos do povo, do desenvolvimento, da modernização e dos avanços sociais e econômicos que tanto perseguimos e necessitamos.

Té logo!

*O autor é farmacêutico bioquímico e diretor-presidente da Fundação Hospital Alfredo da Matta

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