Partidos enquadram deputados e eleição para governador tampão se torna imprevisível; posse e voto da Professora Jaqueline serão questionados na Justiça

Nas últimas 48 horas uma intensa movimentação aconteceu em Manaus com vistas à eleição para governador tampão, que ocorrerá nos próximos dias na Assembleia Legislativa. Dirigentes partidários entraram em ação para enquadrar seus parlamentares a fim de votarem em candidato que os interessa e não no governador interino Roberto Cidade (União), que é o principal nome até agora para esta disputa.

Como o blog publicou no último domingo, a eleição estaria tecnicamente empatada. Leia aqui. Naquela mesma data, à noite, o deputado Daniel Almeida (Avante) fez postagem anunciado que se absteria da votação, o que em tese desempataria a disputa em favor de Cidade. Mas ele foi convencido a recuar e escolher um nome que ainda será definido, o que voltou a deixa o pleito indefinido.

Dos 15 deputados que se reuniram no domingo com o ex-governador Wilson Lima (União) e com seu correligionário, o governador interino Roberto Cidade, dois já recuaram do apoio à chapa – Cristiano Dângelo e Thiago Abrahim, ambos do MDB. O partido fechou questão e vai apoiar um nome de oposição. Alessandra Campelo (PSD) também não caminhará com o Governo. E o voto de Débora Menezes (PL) passou a ser uma incógnita porque o pai dela, o Coronel Menezes, filiou-se ao Avante de David Almeida e deve pressioná-la a votar com o candidato deste.

Cidade, portanto, conta hoje com 11 votos, mas ainda terá outra dor de cabeça: já existe uma ação judicial pronta para questionar a posse e o voto da deputada Professora Jaqueline (União). É que a legislação prevê que o suplente do governador interino só pode ser convocado depois que este termina sua interinidade. Ela, portanto, só poderia ser convocada após a eleição indireta, se o titular for eleito para o mandato tampão. Isso reduziria a dez os apoiadores do Governo. A solução para isso seria o parlamentar renunciar ao cargo que ocupa interinamente e retornar à ALEAM para votar. O presidente do Tribunal de Justiça, Jomar Fernandes, assumiria o Governo neste caso até a posse do eleito.

Fato é que as articulações acontecem freneticamente. Cidade não esperava tamanha reação e dificuldades para concluir seu projeto. Para convencer os deputados e seus líderes, ele chegou a autorizar o aliado Wilson a dizer que não será candidato à reeleição em outubro. Só que o meio político não acredita esta promessa.

Qual Sua Opinião? Comente:

Deixe uma resposta