Para onde vamos?

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Até tento pensar em temas amenos, fazer ensaios mais palatáveis e produzir algum artigo de ficção como no último.

Penso porém, que o momento, não me permite apenas contemplar os sombrios horizontes que nos aguardam lá na frente.
Sinto-me na obrigação de ao menos propor algo para reflexão ainda que tardia para muitos, os quais ainda estão vivos mas que pranteiam seus mortos.
Já criei calos nos dedos digitando sobre pandemia e seus efeitos deletérios na vida das pessoas, das famílias, da economia, nas  emoções humanas e por aí vai.
Mas o que teima em não calar aqui no Brasil são as recorrentes atitudes e/ou a ausência destas em meio à nova dinâmica imposta a todos nós pela pandemia e as variantes virais.
Precisamos realizar um amplo acordo de unidade nacional na área da gestão pública federal, do judiciário, do controle social e do parlamento federal.
A sociedade brasileira seria a grande beneficiada ante tantas perdas e danos, dores e prantos.
Todos estamos perdendo. Todos estamos agoniados. Todos estamos sofrendo. Todos precisamos de rumo e de atitudes positivas, sinceras e benfazejas e que produzam efeitos imediatos na vida das pessoas especialmente dos mais pobres.
A morte nos espreita a todos e, a CoVid, não escolhe raça, credo, posses, poder ou posição social pois provado está diante das perdas que, para o vírus e suas consequências, não existe bom.
Ou nos unimos enquanto há tempo e nos entendemos apesar dos estragos já causados ou, o mal nos alcançará a todos indistintamente.
Porque, se mantivermos esse cabo de guerra nefasto que promove divisões e contendas, o que já é ruim pode piorar. E piorar muito!
É fato que saímos atrasados na aquisição das vacinas. Houve sim negligência! Houve sim corpo mole! Houve sim falta de empenho e de atitude!
Já disse em mais de um artigo e em postagens em redes sociais que o Brasil é o detentor das melhores marcas no quesito imunização em massa, logística de armazenamento e distribuição de imunobiológicos e obtenção de resultados positivos na proteção da saúde no que depende de vacinação da população.
E vacinar o quanto antes e o maior número possível de gente, é e sempre foi, a maior e mais eficiente arma para se controlar a disseminação do vírus e estancar as mortes para que saiamos do caos social e econômico e retornemos à normalidade ainda que doídos e machucados pelas perdas.
Então porque cargas d’água não aproveitar essa larga vantagem e promover saúde para o povo?
Desgraçadamente temos um presidente da república que aposta no caos, atrapalha o bom andamento das coisas, dificulta o diálogo, insurge-se contra quem quer colaborar e promove o caos.
Ninguém será um bom ministro da saúde (e não precisa ser militar, profissional do meio, economista ou de outra formação),se não tiver liberdade para pensar e falar e autonomia para gerir uma equipe das mais eficientes e comprometidas que temos ou tínhamos.
De nada adianta possuir os meios, os insumos e o plano de ação estabelecido, tendo em seu calcanhar um governante irascível, boquirroto, temperamental e mandão.
Parte do caos que estamos por ora assistindo e sofrendo tem como responsável a figura do presidente da república. Disso não tenho a menor dúvida!
De outra parte, presenciamos igualmente, um parlamento congelado por picuinhas e discussões menores que não constroem e não levam a nada.
Um bando de parlamentares ensimesmados nos seus interesses paroquiais, desantenados da realidade e com medo de enfrentarem com altivez o problema, ajudando o país com propostas e atitudes concretas e exequíveis.
Há ainda tristemente a turma do judiciário e dos organismos de controle formado por uma velharia caquética e egotista mais preocupados com suas mordomias, posto que assentados em vitalícios tronos de nababos pouco sensibilizados com o que acontece na aldeia.
Para onde vamos? Onde vamos parar?
Deixo esses questionamentos para reflexão pois ainda há tempo para reagir e pra curar o país de uma doença em forma de catástrofe cujos remédios estão ao alcance, por ora e desafortunadamente, das mãos erradas mais uma vez.
Infelizmente, já estão todos mergulhados de cabeça no ano de 2022 pensando vinte e cinco horas por dia nas eleições majoritárias e legislativas e aí meus irmãos, farinha pouca meu pirão primeiro, pois poucos dos poderosos de plantão estarão preocupados com as causas sociais e da saúde e, muitos, pensando somente naquilo.
Té logo!

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