O Estádio Ismael Benigno foi palco, na manhã deste sábado (30/05), de mais uma ação da campanha “Jogo Limpo – Sou da Base, Quero Paz”, iniciativa conjunta da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) e da Federação Amazonense de Futebol (FAF). Durante as partidas do Barezinho 2026, pais, treinadores e torcedores foram mobilizados para combater a violência psicológica e verbal no futebol de base — dentro e fora de campo.
A Defensoria distribuiu cartilhas de conscientização para pais e responsáveis presentes, com QR Code que dá acesso a vídeos e depoimentos de atletas das categorias de base. A iniciativa reforça o compromisso das duas instituições em levar a mensagem da campanha a todos os envolvidos no esporte infanto-juvenil.
A 2ª Subdefensora Pública Geral, Sarah Lobo, esteve presente e ressaltou a importância do trabalho conjunto. “É preciso entender que essas crianças estão em fase de aprendizado e desenvolvimento e não podem ser cobradas como se fossem adultos. Aqui é um momento de praticar o espírito esportivo, um momento lúdico — e não um espaço para ações desmedidas e violências psicológicas”, afirmou.
Conscientização nas arquibancadas
Ivison é apaixonado por futebol desde criança. Há alguns anos, começou a jogar pelo Amazonas Futebol Clube, e o que era paixão virou sonho: um dia atuar como profissional. Para a mãe, Mishelly Coelho, a conversa com o filho sempre parte do mesmo princípio: antes de tudo, brincar.
Nas arquibancadas, acompanhando a partida do filho, Mishelly celebrou a campanha da Defensoria e destacou o impacto que ela tem no ambiente. “Essa campanha é muito importante, porque vemos pessoas que acabam confundindo as coisas e esquecem que são apenas crianças dentro do campo, não jogadores profissionais. É uma conscientização necessária para combater os absurdos que ainda presenciamos”, disse.
Lara Amaral, mãe de Letícia, de 9 anos, compartilha da mesma preocupação. Para ela, os gritos e xingamentos vindos das arquibancadas têm impacto direto no desempenho e no bem-estar das crianças. “Os próprios pais acabam se alterando muito, e a gente percebe que isso reflete em campo — as crianças ficam nervosas. Com a minha filha, sempre tento conversar para ela ignorar e simplesmente brincar, como deve ser. Mas é importante ter essa campanha aqui para reforçar isso”, pontuou.
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