Pais, alunos e comunidade se unem para pedir conserto de aparelhos de ar condicionado em escola do Santa Etelvina

Eram 9h da manhã quando os alunos do anexo da Escola Estadual Ayrton Senna, no bairro Santa Etelvina, Zona Norte de Manaus, já estavam sendo liberados. O motivo: cinco salas de aula sem ar-condicionado e a suspensão da merenda escolar por falta de gás de cozinha para o preparo dos alimentos.

A situação se estende há mais de uma semana e motivou uma manifestação na frente da unidade de ensino hoje (28/7), que contou com a participação de pais, alunos, trabalhadores e o apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam).  

A diretora de Finanças do sindicato, Vanessa Antunes, disse que irá encaminhar ofícios à Seduc, ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT), solicitando providências urgentes.

“Estamos vivendo o período mais quente do ano na nossa região. Manter estudantes e trabalhadores em salas de aula com aparelhos de ar-condicionado sem funcionamento compromete a saúde, o aprendizado e as condições de trabalho. Esperamos que a Seduc adote as providências necessárias com a urgência que o caso exige”, disse.

Segundo relatos da comunidade escolar, cinco salas de aula, que representam metade das salas da escola, estão com os aparelhos de ar-condicionado quebrados, afetando turmas com média de 35 a 38 estudantes. Entre eles estão alunos com deficiência que, de acordo com professores e familiares, já passaram mal em razão do calor intenso registrado nas salas.

Ainda conforme as informações repassadas ao sindicato, o problema foi comunicado à Seduc há vários meses, mas, até o momento, os equipamentos não foram reparados.

Durante a manifestação, pais e responsáveis apresentaram um abaixo-assinado cobrando a manutenção dos aparelhos e a adoção de medidas que garantam condições adequadas de ensino e aprendizagem.

O Sinteam levará o caso ao Ministério Público Estadual e ao Ministério Público do Trabalho, por entender que a situação compromete tanto o direito dos estudantes a um ambiente adequado de aprendizagem quanto as condições de trabalho dos profissionais da educação.

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