ONDE A FUMAÇA…HÁ DESCASO

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11949569_907269616028114_1511912519_nSou manauara do bairro da Cachoeirinha que muitos repórteres no rádio e TV teimam  chamar de CAIXOeirinha sabe-se lá por que cargas d’água.

Nasci e me criei, pelas bandas das ruas Isabel e Borba e pude acompanhar desde a minha juventude, quanto Manaus cresceu  geográfica e populacionalmente,  em níveis geométricos.

No início  dos anos de 1970 e mais fortemente  no final dos anos de 1980 e até os dias atuais, nossa cidade rompeu a barreira dos Igarapés do Mindu, da Cachoeirinha e do Quarenta; tomou de assalto os Igarapés de São Raimundo e adjacentes se abeirando pelo Rio Negro; foi invadindo áreas rumo às zonas Leste/Norte/Oeste  e, numa velocidade assustadora, destruiu o cinturão verde existente, trazendo consigo os surtos e a epidemia alarmantes de malária e leishmaniose pra citar apenas duas endemias das mais comuns as quais vieram pra ficar por um longo período ou até que o asfalto e a selva de pedra, não ocupem o verde que ainda teima em sobreviver próximo a Manaus.

Ocupo-me hoje desse assunto para lançar luz sobre um tema/problema cada vez mais recorrente, grave e incontrolável que são as queimadas que carreiam consigo o apavorante aumento da temperatura e a baixíssima qualidade do ar que respiramos(?).

E quero responsabilizar o governo do estado e a prefeitura de Manaus por esse descalabro, visto que a omissão dos nossos governantes e a leniência dos organismos de controle ambiental, formam o caldo de cultura ideal para que estejamos enfrentando esse quadro desagradável de calor e fumaceiro, responsáveis agora e mais pra frente,  por uma onda de  doenças  e agravos respiratórios especialmente para nossas crianças.

De um lado o prefeito que não enfrenta com energia o problema das invasões que geram queimadas na periferia talvez, para não se indispor com com o povo em vésperas de um ano eleitoral.

De outro o governador que se queda inerte e atabalhoado em meio ao caos administrativo que gerou, e não move uma palha (sem trocadilho), para propor ou até aplicar uma política pública de formas a mitigar as ocorrências e os efeitos das queimadas na região metropolitana de Manaus, área de influência política e administrativa do governo do estado.

Governador e prefeito vivem enxugando gelo ou melhor, apagando incêndios, literalmente.

A ocorrência das invasões e das queimadas no entorno de Manaus, além de questões negligenciadas pelos poderes executivos municipal e estadual, são tão ou mais previsíveis do que as chuvas no período invernoso, entretanto, governo e prefeitura fazem cara de paisagem ano após ano. Isso é fato!

O que não é aceitável é a reação e a inércia das autoridades governamentais atuais sobre esse problema o que consiste num primor de descaso pois preferem editar medidas paliativas ou de duvidável efeito prático e duradouro.

PS. Enquanto redigia esse artigo, li que governador e prefeito reuniram para deflagração de um plano emergencial para “atacar” o problema das queimadas, não sem antes adotarem uma prática nada recomendável e que cheira a maracutaia qual seja, a de de decretar estado de emergência significando que gastarão muito dinheiro do contribuinte sem licitação. Essa gente não tem jeito. Té logo!

Sds Ronaldo Derzy Amazonas

Ronaldo Amazonas, ex-diretor da Fundação Alfredo da Matta, um dos mais polêmicos ativistas da internet. Escreve sobre o que lhe vier à cabeça, sempre com uma pegada forte e opiniões muito próprias.

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Este post tem um comentário

  1. Luiz Carlos

    Devastou a floresta, invadiu terra alheia e fez queimada, cadeia!!!

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