Primo di tuto (primeiro de tudo) como dizem os italianos, a derrota do governo não foi uma vitória da oposição e sim uma conjunção devastadora de fatores.
A começar pelo pela cabeça dura do ladrão mor, seguindo pela falta de articulação de um desgoverno, o nojo do cidadão brasileiro para com o STF, a pressão sobre o parlamento e, principalmente, o oportunismo do Alcolumbre.
Lógico que nada disso tira o fulgor da vitória e a derrota merecida do pau mandado do Bessias.
Outro dia, assistindo a opinião de um operador do direito sobre a rejeição do indicado do ex presidiário para o STF, chamou-me atenção a sua análise sobre as causas da derrota.
Disse ele:”A forma de indicação, o padrão de escolha, o modo de avaliação e o sistema de votação dos candidatos ao STF estão totalmente ultrapassados.”
Continuou:”Eu comparo esse sistema atual como alguém cujo carro quebrou e precisa de um mecânico e a função deste é entender de mecânica e consertar o veículo.
Ocorre, que o escolhido bebe demais, pegou o carro e causou um acidente com danos materiais.”
Disse o analista ainda:”O cidadão na hora de escolher o mecânico apenas perguntou se ele tinha carteira, se ele sabia usar o GPS e se ele bebia.”
Prosseguiu:”Ora, todas essas qualidades têm nada a ver com as habilidades profissionais de mecânico cujo mister é apenas entender de mecânica e consertar veículos”.
Meus leitores, essa é uma análise quase perfeita porquanto faz uma comparação muito pertinente sobre a forma atual de indicação e definição de membros da mais alta corte de justiça do nosso país.
Pois é assim que mandatários da nação insistem em indicar membros e o Senado sabatinar, avaliar e votar nos candidatos.
Assisti boa parte da sabatina do derrotado do Lula.
Pude perceber com dose alta de tristeza e indignação, que muitos dos senadores inquisidores apenas queriam saber qual posição do indicado sobre determinados temas políticos e econômicos, opinião sobre questões sociais e posição do indicado sobre futuras votações do mesmo no plenário da corte suprema.
Ora, quaisquer candidatos ao STF são perfeitamente conhecidos sobre sua vida politica e profissional e suas opiniões sobre muitos e diversos temas.
Mas será que os senadores sabem qual o talento e o preenchimento das condições exigidas para os candidatos a uma cadeira no STF?
Eles sabem se o sabatinado tem notório saber jurídico? Se ele é um cidadão de conduta ilibada? Se ele está suficientemente maduro para encarar esse cargo vitalício?Penso que não!
Diante desse cenário tétrico só me resta avaliar que alcançamos um ponto quase sem volta, opinando que o atual sistema de indicação e escolha está falido.
Digo mais, o STF, o Senado e o governo jamais serão os mesmos a partir desse resultado catastrófico de derrota do indicado do ex condenado.O país político que saiu do Senado no dia 29 de abril de 2026 é outro completamente diferente.
Que muitos ministros do STF coloquem as barbas de molho, que Lula desça do salto, que o governo retome a consciência e volte a governar porque a oposição sai visivelmente fortalecida e preparada para outubro vindouro.
Para acelerar o processo de transformação do STF, baixar a bola dos ministros, equilibrar as forças com os demais poderes e, sobretudo, fazer da nossa suprema corte verdadeiramente uma corte constitucional, sugiro a seguinte receita bem simples: aumentar o número de cadeiras do STF para 15 membros, escolher apenas juízes de carreira, impor mandato de no máximo 08 anos e exigir que o presidente do Senado coloque um impiechment em votação com a maioria de 2/3 de assinaturas.
Da forma como está nenhum presidente da República governa o país com o STF no seu cangote a legislar, investigar, julgar e condenar numa bancada só.
Feito isto, que os governos governem, que o parlamento legisle e que o STF apenas cumpra seu mister constitucional.
Urge que o país volte à normalidade democrática e que homens e mulheres de bem assumam as rédeas da nação a partir de 2027.
Té logo!
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