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Sob um terrível peso a martelar a cabeça de centenas de maus políticos e sob um misto de angústia  e incredulidade a afligir a maioria do povo (pobre povo!) brasileiro, temos dormido e acordado dia após dia com a dolorosa interrogação: Como será o pós impiechment?

Nem  evocarmo-nos profetas ou tampouco assumirmo-nos adivinhos para prevermos que os dias de poder da ocupante do cargo máximo da república e do partido que lhe abriga e lhe dá sustentação(?) estão milimetricamente e merecidamente  contados. Perderam nas ruas e  perderão na comissão que trata do processo na Câmara como perderão nas votações em plenário tanto na  Câmara como no Senado Federal pois não contam com os votos necessários e de há muito perderam o apoio popular.

Essa guerra jurudicopoliticopenaldelacionista travada, ora sob o pálio das cúpulas do parlamento central, ora no amplo salão da corte suprema ou ora sob o templo do povo nas ruas, praças e avenidas, há de ser vencida pelo poder da constituição esta, covardemente vilipendiada e agredida por quem um dia, às vistas desse mesmo povo que hoje deseja e cobra sua queda, jurou defendê-la e honrá-la.

A máxima de que um raio não cai duas vezes sobre o mesmo lugar está prestes a ser desmentido pela história política recente do nosso país visto que em menos de trinta anos do banimento de um presidente do poder, nossa jovem e maltratada república se vê novamente diante da repetição do fato, posto que a atual presidente fatalmente receberá o cartão vermelho levantado pelo Senado da República  em nome do povo e da Constituição vigente. Esse será o golpe!

A partir daí, espera o povo brasileiro, que os culpados por esta onda nefasta de corrução sejam exemplarmente punidos independentemente de partido ou posição social, que o espírito de brasilidade, a ética e honestidade presidam corações, mentes e atitudes da classe política salva da degola, que haja retomada do crescimento econômico, que os trabalhadores recuperem seus empregos, que estados e municípios reequilibrem suas finanças voltem a investir em saúde, educação e segurança, que a indústria reencontre o caminho da plena produção, que o país retome a confiança internacional e recupere o grau de investimento, que o povo volte a consumir especialmente alimento, que os pobres continuem a receber a honesta e sincera atenção do poder público, que nossa moeda recobre o valor perdido, enfim, que o Brasil reencontre a paz e a harmonia quebradas por um bando de traidores da pátria os quais merecem o ostracismo e o banimento da vida pública por longo período.

Haveremos de ressurgir desses tristes e lamentáveis episódios como povo mais maduro politicamente e uma democracia mais consolidada, apesar de sermos relativamente jovens em termos de país que por exemplo, é mais novo do que algumas universidades europeias, se quisermos traçar um parâmetro a nos dizer que as democracias mais sólidas alcançaram esse patamar enfrentando percalços até maiores que os nossos.

E viva o povo, trabalhador e honesto, brasileiro!

Té logo!

E.T. Estava concluindo este artigo quando leio num misto de perplexidade e revolta que o Senhor Luiz Inácio Lula da Silva trama um plano sórdido para fugir do Brasil e pedir asilo na Itália caso sua prisão seja decretada, abandonando os seus e a luta que ele mesmo vinha protagonizando há trinta e poucos anos.

As esquerdas já não produzem soldados altivos e corajosos como antigamente.

Sds Ronaldo Derzy Amazonas

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