O fator Floyd

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E lá se vão quatro anos e oito meses e 250 artigos escritos desde que o editor deste Blog meu mano Hiel Levy teve a suprema coragem de me convidar pra escrevinhar umas mal traçadas linhas todas as segundas feiras aqui nesse espaço democrático e sem censura.
Feito esse registro, vou aqui enveredar por uma seara muito afeita aos cientistas sociais e navegar por um tema cheio de cascas de bananas porém, com o cuidado de não ferir suscetibilidades tampouco, aguçar ânimos mais que acirrados, diante de um quadro que se desenha preocupante, se medidas não forem tomadas, palavras não forem medidas e atitudes construtivas não forem pensadas e aplicadas para por freio a uma escalada de violência que chega ao cúmulo de misturar política, ideologia, futebol e comportamento humano irracional.

Não se pode negar que, em parte da Europa e mais recentemente nos Estados Unidos, há uma deliberada disputa ideológica com componentes assustadores de animosidade social desde que, essa parte do planeta, deu uma guinada pra direita elegendo governos cujos mandatários lutam para inverter uma lógica de longa trajetória de ideias e conceitos políticoideológicos de esquerda ou centro esquerda, cuja hegemonia em alguns países quase consolidaram uma prática de viés socialista entre estes o Brasil.
O estopim mais recente que vem demonstrar esse caldo de cultura ideal para uma guerra civil, ocorreu na cidade americana de Mineápolis, estado de Minnesota, epicentro de uma crise que envolve componentes sociais, políticos e policiais que teve início após o brutal e covarde assassinato de um ex segurança de sobrenome Floyd, cometido por um policial branco.

É fato, que existe na sociedade americana, uma lamentável ocorrência quase cíclica de episódios que envolvem mortes de cidadãos negros das formas mais cruéis em que, quase sempre, seus autores brancos não são condenados ou sequer admoestados, provocando ondas de protestos, mais violência e mais mortes. Esse filme se repete presentemente.

Desafortunadamente, parece que o pecado está no excesso de pigmentação que alguns seres humanos carregam na pele e no DNA ou, nas brutais diferenças que separam a sociedade em camadas, em cores, raças, credos, opção sexual, escolhas políticas ou condição social e econômica. Não deveria ser assim!

Acontece, que não bastasse essa perversa estratificação, alguns oportunistas teimam em tirar proveito do crítico momento e, lá como cá, governantes e oposicionistas derrotados e aproveitadores de aluguel, transformam o que já é ruim em algo péssimo para a sociedade como um todo, promovendo tumultos e violências causadas por saqueadores, baderneiros, ladrões e espertalhões, gerando mais pânico e causando terror na população já fragilizada pela pandemia que ceifa vidas e provoca uma brutal crise econômica no planeta.

Aqui no Brasil não é diferente porque em meio a uma grave crise na saúde provocada pelo vírus chinês, alguns grupos de conhecidos e reconhecidos torcedores arruaceiros resolveram juntar futebol com política numa mistura explosiva usando como pano de fundo a “defesa” de uma “democracia” que somente eles conhecem e traduzem, pois saem às ruas das cidades tocando o terror como igualmente o fazem nas guerras de galeras de torcidas organizadas de triste memória. São uns apátridas e semeadores do caos que merecem o desprezo da sociedade e a reprimenda policial.

Retornando ao tema deste artigo, penso sinceramente que o fator Floyd pode ser aquilo que faltava para implicar a política americana, prestes a realizar uma eleição presidencial, em um momento de desequilíbrio em desfavor do atual mandatário Donald Trump se este não conseguir frear as crescentes e graves manifestações que assolam os Estados Unidos, sustentar a punição dos culpados pelo assassinato do negro e abrir caminho para a pacificação nacional.

Em ambos os países, governantes e governados devem buscar na obrigação de bem gerir e no dever de cumprir as leis, o ponto de equilíbrio tão necessário nessas horas, impondo as regras da segurança, protegendo o patrimônio público e privado e, na política, construindo pontes na busca quase obsessiva pelo equilíbrio e tranquilidade sociais.

Basta de violência contra negros, índios, pobres, migrantes, crentes, crianças, idosos, mulheres e cidadãos de bem.

Toda vida é um dom divino e deve ser protegida e respeitada.

All lives matter!(Todas as vidas importam).

Té logo!

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