O drama de Ângela Bulbol, transferida a hospital privado ainda em estado gravíssimo após atropelamento dentro do maior condomínio de luxo de Manaus

Muito querida no meio acadêmico e ex-secretária estadual de Administração, a professora Ângela Bulbol de Lima luta pela vida depois de ser atropelada em circunstâncias ainda não muito bem esclarecidas dentro do condomínio Ephigênio Salles, na zona Centro-Sul de Manaus, aonde ela reside. Nesta madrugada ela foi removida do Hospital João Lúcio para o Check Up Hospital, aonde uma equipe médica está dedicada a tentar salvá-la.

Inicialmente, circularam informações de que ela teria morrido no hospital público, para onde foi conduzida no final da tarde de ontem pelo Samu, que foi chamado para socorrê-la. No início da noite de ontem a família divulgou nota dizendo que Ãngela permanece viva, em coma, em decorrência de um traumatismo craniano grave. O protocolo de morte cerebral não foi concluído, como se especulou.

O diagnóstico formal de morte encefálica segue etapas médicas rigorosas. Conforme especialistas, o procedimento inclui exames clínicos obrigatórios, realizados por dois médicos em momentos distintos, com o paciente sem sedação; testes complementares que comprovem ausência de atividade cerebral, como eletroencefalograma ou doppler transcraniano; teste de apneia, que verifica se há respiração espontânea; registro formal de todo o processo no prontuário médico e comunicação à família, quando a equipe explica o diagnóstico e os próximos passos. Enquanto essas fases não são integralmente cumpridas, não há confirmação médica de óbito.

A remoção para o hospital particular foi uma decisão dos familiares, motivada por razões humanitárias e pela expectativa de recuperação da paciente.

Sem informações oficiais

A Polícia ainda não divulgou nenhuma informação sobre o acidente que feriu Ângela Bulbol de Lima. Inicialmente se especulou que uma ex-autoridade que atuou no Departamento Estadual de Trânsito seria a responsável pelo atropelamento, ocorrido de forma involuntária, mas também circulou a versão de que um caminhão coletor de lixo estaria envolvido.

A professora foi atropelada no momento em que saía de casa para a sua habitual caminhada pelo condomínio.

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