Por Beto Simonetti*
Essa frase nasce da indignação — não de um sentimento vazio, mas de uma inquietação profunda diante de fatos e comportamentos que se afastam, cada vez mais, do que a média da sociedade brasileira considera aceitável. Ela expressa o cansaço com práticas que banalizam a ética, relativizam a responsabilidade e enfraquecem instituições que deveriam servir ao cidadão.
Dizer que o Brasil precisa de um novo Brasil não é negar nossa história, nossa cultura ou nossas conquistas. É, ao contrário, afirmar que somos maiores do que os vícios que nos atrasam. É reconhecer que o país real — feito de trabalhadores honestos, mães e pais dedicados, jovens que estudam, profissionais que lutam diariamente — não se confunde com os desvios que mancham sua imagem.
Um novo Brasil é aquele em que a regra vale mais que a conveniência, em que a lei é respeitada sem atalhos, em que o mérito supera o privilégio e em que o interesse público não é capturado por interesses privados. É o Brasil da responsabilidade, da civilidade e do compromisso coletivo.
Essa frase é um grito sereno, mas firme. Não é um chamado à ruptura, mas à reconstrução. É a afirmação de que a sociedade brasileira não aceita a normalização do inaceitável — e exige que o país esteja à altura do seu próprio povo.
*Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil
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