O arrependimento

“Como o cão que volta ao seu vômito, assim é o insensato que repete a sua tolice.” (Provérbios 26.11)

Esse provérbio pode ser compreendido à luz da história do profeta Jonas. Deus o enviou à grande cidade de Nínive, capital do Império Assírio, uma cidade mergulhada na maldade, marcada pela idolatria, prostituição e feitiçaria.

Ao receber essa missão, Jonas tentou fugir da presença do Senhor, pois preferia morrer a pregar àquele povo. Depois de passar três dias e três noites no ventre de um grande peixe, submeteu-se à vontade de Deus e foi anunciar o juízo iminente sobre Nínive. Para seu grande desgosto, toda a cidade, do rei ao povo, arrependeu-se, vestindo pano de saco e cobrindo-se de cinzas.

No entanto, cerca de cem anos depois, conforme relata o profeta Naum, os habitantes de Nínive voltaram aos mesmos pecados e se tornaram ainda mais perversos. O arrependimento que demonstraram não produziu uma transformação duradoura. Agiram como o cão que retorna ao próprio vômito, repetindo as mesmas práticas que antes haviam abandonado.

Essa história nos leva a uma reflexão: como tem sido o nosso arrependimento? É apenas de palavras ou tem produzido mudança de vida? Estamos vivendo como povo de Deus ou repetindo os erros dos moradores de Nínive?

Que possamos ter um coração semelhante ao de Davi, que, ao reconhecer seu pecado, declarou: “Estou em grande angústia! Prefiro cair nas mãos do Senhor, porque grandes são as suas misericórdias, e não cair nas mãos dos homens.” (2 Samuel 24.14)

E que também nos apeguemos à certeza proclamada pelo profeta Naum: “O Senhor é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam.” (Naum 1.7)

Que o nosso arrependimento seja sincero, acompanhado de fé, obediência e perseverança, para que não voltemos às antigas práticas, mas permaneçamos firmes nos caminhos do Senhor.

*O autor é radialista e pastor evangélico

Qual Sua Opinião? Comente:

Deixe uma resposta