Tarde, muito tardiamente ou precisamente depois de 22 anos, o STF, tomou uma decisão mais que necessária e acertada.
Tô falando da suspensão do pagamento dos famigerados e imorais penduricalhos pagos a juízes, desembargadores, ministros de cortes superiores civis e militares, membros dos ministérios públicos em todos os níveis, conselheiros de tribunais de contas da União, estaduais e municipais.
Somando essa ruma de beneficiários que todos esses anos usurpam da grana do contribuinte de modo absolutamente predatório, são mais 32.000(fonte CNJ) privilegiados. Misericórdia!
Outro dado fundamental para que o leitor tenha noção do custo Brasil com essa gente escovada, o pagador de impostos brasileiro já desembolsou quase 130 bilhões de reais (fonte jornal O Globo)desde 2004 pra cá.
Esse cálculo se dá desde que o sistema judiciário brasileiro resolveu equiparar alguns benefícios que eram pagos aos parlamentares federais tipo auxílio moradia e outras mordomias. Mas foram muito mais além!
Com essa grana toda, estados e municípios poderiam ter
construído centenas de hospitais, milhares de escolas, aplicado mais em segurança, urbanizado comunidades, elevado o nível e a quantidade da merenda escolar, revitalizado presídios, comprado mais medicamentos e até investido em ciência e tecnologia.
A sanha egoísta e irresponsável dessa gente sem noção, ultrapassou o limite do razoável pois, eles não apenas aumentaram seus ganhos acima do teto, como também esconderam isso da sociedade e dos organismos de controle. Oremos!
Para esconder essa maracutaia, os tribunais expediam diversos contra cheques referentes ao pagamento dos penduricalhos, e, de modo sorrateiro e ilegal, despistavam da mídia e do público em geral, a visibilidade obrigatória nos portais de transparência pública. Credo!
A coisa chegou a um nível tão avassalador de imoralidade, que foram Lula(credo!) e alguns governadores, que alertaram o STF sobre o aumento abusivo e insustentável das cotas mensais(duodécimos) repassados aos poderes judiciários e ministérios públicos nas suas instâncias e tribunais de contas.
Esse aumento insuportável das cotas, vinha não somente sufocando as finanças federal, estaduais e municipais, como também, minando os investimentos nas demais áreas vitais da população.
Enquanto juízes, desembargadores, ministros, conselheiros, promotores, procuradores et caterva abocanhavam uma parcela significativa da grana que servia para os demais gastos públicos, todos os outros servidores ficavam a ver navios ou chupando dedos sem os reajustes salariais a que tinham direito.
Antes tarde do que nunca né? ainda que o STF tenha permitido que o teto salarial pra esses privilegiados possa ser ultrapassado em mais de R$ 36.000,00 que, somado ao teto, pode acarretar num baita salário mensal de mais de mais de R$ 80.000,00. Nada desprezível hein!
Por fim, e para coroar de boas notícias, o STF querendo ficar bem na fita encardida das suas próprias iniquidades, acabou com a farra da aposentadoria compulsória como pena máxima a magistrados.
Agora, quem fizer xixi fora do caco, vai para casa como todo mortal servidor errante mas sem salário.
Nada mais justa, moralizante e correta essa medida que, embora tardia, iguala os iguais e põe fim a uma casta de maus servidores que, ao serem aposentados recebendo salários, deixavam para o estado e para o contribuinte, a punição pelos seus delitos e erros.
Té logo!
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