O Tribunal Superior Eleitoral autorizou no último dia 10 o funcionamento do partido Unidade Popular (UP), que já pode disputar a eleição e deve lançar candidatos em Manaus, onde é dirigido por universitários. A legenda tem perfil de esquerda, prega o socialismo e tem ideias radicais em seu estatuto. Alex Regis e Marcus Ribeiro são os comandantes da legenda no Amazonas. Leonardo Péricles, de Minas Gerais, é o líder nacional.
Em Manaus, o UP já participa de articulações com partidos de esquerda. Em seu estatuto de criação, o novo partido tem como objetivo “apoiar a luta pelo socialismo no Brasil e promover a unidade das forças populares para intervir no processo político do país”.
“É importante ter mais um partido no leque, pois o Brasil vive um momento de necessidade de afirmação de posições. Um partido que nasce com o apoiamento de meio milhão de brasileiros, assumindo sua ideologia e enfrentando o processo político com verdade é imprescindível para a luta que a esquerda brasileira vive nesse momento”, diz o presidente regional do PMN, Marcelo Amil, um dos que tem buscado diálogo com a nova legenda.
A legenda é a 33ª com registro na Justiça Eleitoral e disputará eleições municipais em 2020 sob o número 80. A Unidade Popular foi criada em 2015, mas os militantes passaram os dois últimos anos coletando as 497.230 mil assinaturas exigidas para a oficialização do partido.
“A Unidade Popular propõe a unidade de todas as forças populares pela defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores, pela taxação das grandes fortunas, pela suspensão imediata dos pagamentos da famigerada dívida pública, pela reforma agrária, pelo controle dos preços dos alimentos, da água e da luz e um controle rigoroso das remessas de lucros para o exterior”, diz o manifesto do partido.
“Lutamos para estabelecer o poder político dos trabalhadores e construir uma pátria nova e socialista. Entendemos que para construir esse caminho é fundamental que as trabalhadoras e os trabalhadores além de lutarem pelos seus direitos, expressem também suas reivindicações políticas e atuem para ocupar os espaços de poder em nome de sua classe”, acrescenta.
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