Novidade: usuários de criptomoedas só vão votar em político que se comprometerem em proteger os direitos deles

2º Pesquisa Nacional de Criptomoedas 2026, realizado pela Paradigma Education em parceria com o Datafolha e patrocinado pela Coinbase, ABCripto e Hashdex, mostra que 65,8% dos investidores em criptomoedas consideram importante votar em parlamentares comprometidos com a proteção dos direitos dos usuários de ativos digitais. O avanço desse debate acompanha o crescimento da adoção de criptoativos no país, que já atinge 17,2% dos brasileiros — cerca de 29 milhões de pessoas. 

Para Fábio Plein, diretor regional da Coinbase para as Américas, os dados mostram que os ativos digitais deixaram de ser apenas um tema financeiro e passaram a integrar a agenda pública. “À medida que a adoção aumenta e os ativos digitais passam a ter utilidade na economia real, a discussão deixa de ser ideológica e passa a envolver competitividade, inovação, inclusão financeira e proteção ao consumidor. Esse é um debate que tende a ganhar relevância nas eleições de 2026”.

De acordo com Felipe Sant Ana, co-fundador da Paradigma Education, a percepção sobre criptomoedas varia conforme a orientação política, mas o apoio ao setor não está restrito a um único espectro ideológico.  “A população cripto  é mais centrista e mais engajada politicamente que o brasileiro médio.  Alguns segmentos desse eleitorado são ainda mais pragmáticos. Nove a cada 10 pessoas que fazem autocustódia das suas moedas dizem ser importante votar num parlamentar comprometido em proteger os direitos de quem tem cripto. Só aí, são 6 milhões de pessoas esperando para ouvir os candidatos se posicionarem sobre um tema que, basicamente, ainda não apareceu nas campanhas”.

Para Julia Rosin, diretora-presidente da ABCripto, “é natural que, conforme o usuário passa a confiar mais na tecnologia e a adotar os criptoativos no dia a dia, ele passe a exigir representatividade. O investidor não quer apenas usar cripto; ele quer ver suas escolhas respeitadas e pautadas no debate político, cobrando compromisso de candidatos que entendam e defendam quem já faz parte dessa nova economia.”

Segundo Samir Kerbage, CIO da Hashdex, “quase 30 milhões de brasileiros já tiveram contato com ativos digitais, portanto, não é anormal que temas como inovação, segurança jurídica e regulação passem a influenciar também o debate político. O investidor busca um ambiente que estimule o desenvolvimento do setor, proteja os usuários e dê previsibilidade para a inovação. O crescimento desse eleitorado mostra que os criptoativos deixaram de ser apenas uma pauta financeira e passaram a fazer parte das discussões sobre o futuro da economia brasileira”..

O levantamento destaca ainda que homens, jovens de 16 a 34 anos e moradores das regiões Norte e Centro-Oeste são os grupos que mais valorizam candidatos com uma postura favorável aos criptoativos. Em relação aos medos, o Sudeste é a região que mais teme a inflação (43.1%), o  Centro-Oeste o aumento de impostos (37%) e de um novo confisco do dinheiro guardado (29,3%). 

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