Nota da Seap deixa implícito que autoridades permitiram que “turma do Zé” matasse aliados de João Branco (ouça áudios)

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária admitiu certas parcimônia com a matança ocorrida ontem na Unidade Prisional do Puraquequara, na zona Leste de Manaus. É que, em nota, o órgão afirmou que os detentos “não apresentaram oposição às forças policiais, reivindicações e nem danos ao patrimônio público”. Logo, alguém consentiu o conflito e depois o controlou, quando a “turma do Zé” – como são conhecidos os aliados de Jose Roberto Barbosa, o Zé Roberto da Compensa – já tinha feito o que queria.

Na realidade o que aconteceu foi um “corretivo” do maior líder da Família do Norte, Zé Roberto, aplicado em aliados de João Pinto, o João Branco, que teria se rebelado contra o antigo parceiro. Tanto que, nos áudios, os presos gritam “Mano Zé” depois da matança e usam repetidas vezes a palavra “conspirou” para designar os rebelados.

Ouvindo os áudios, deduz-se que novas mortes devem ocorrer. Veja abaixo fotos de “marcados para morrer” postadas nos mesmos grupos de presidiários.

 “A Seap ressalta que não houve nenhum motim ou rebelião na unidade. A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) está no local realizando procedimento de contagem de internos. A ação está sendo acompanhada pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). Policiais civis também estão na UPP, realizando as oitivas dos detentos que residem nas celas onde ocorreram os crimes. Peritos do Instituto de Criminalística (IC) realizam a perícia técnica na unidade prisional”, reforça a nota.

Os mortos são os seguintes:

Janderson Araújo da Silva, (vulgo “Boca Rica”) da galeria 3, cela 08;

Leonardo Almeida de Souza, da galeria 1, cela 06;

Marcos Henrique Neves de Lima, da galeria 2, cela 06;

Tiago de Araújo, da galeria 3, cela 03;

Felipe Xavier Oliveira, da galeria 03, cela 03;

Felipe Gonçalves Marques, da galeria 03, cela 05.

Ouça os áudios extraídos de grupos de traficantes:

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