“Nós viemos para vencer o medo e a vergonha da política velha”, dispara Baranda em debate em Parintins

Com o tema segurança pública, a candidata à Prefeitura de Parintins, Márcia Baranda (PMDB), participou na tarde desta quinta-feira, dia 15, do quinto debate de um total de sete, promovido pela Rádio Alvorada e mediado pelo jornalista Neudson Corrêa. “Nós viemos para vencer o medo e a vergonha da política velha. Precisamos ter uma cidade onde o povo seja a prioridade, para construir uma Parintins que todos nós merecemos”, disse. 

A candidata salientou que em sua gestão e na de seu vice, professor Lázaro, eles “não ficarão de braços cruzados”. “Precisamos aumentar o efetivo, criar um centro de controle, dar oportunidade de emprego e geração de renda para os jovens, iluminar os bairros e melhorar o tráfego. Somente melhorando outros indicadores poderemos dar fim na criminalidade e na violência”.

Ao ser questionada sobre soluções para o presídio, Márcia afirmou que ele se encontra em local inadequado, mas que em 2009, o Governo Federal disponibilizou recursos para resolver o problema. “Desde 2011 ele está interditado e com superlotação. Falta infraestrutura, só recebe presos de alta periculosidade e conta, atualmente, com 114 presidiários, sendo que sua capacidade é de apenas 36. O resultado disso foi uma grande rebelião em 2014”, lembrou.

 Como solução, ela apresentou uma reabertura do diálogo com o Governo do Estado e com o Governo Federal para reivindicar a mudança do presídio de local, para uma área afastada da população. “Mas mais importante que isso, precisamos diminuir a população carcerária e isso será feito quando melhorarmos os indicadores da cidade. Gerando mais emprego, dando oportunidades de trabalho, de educação. Precisamos pensar que muitas pessoas estão presas por, talvez, não terem tido uma oportunidade de crescimento enquanto cidadão”, disse.

E para combater essa violência, Márcia sugeriu que a guarda municipal esteja nas comunidades polo e que seja criado núcleos de proteção na Vila Amazônia, Caburi, Mocambo, Tracajá, Mamuru e Uaicurapá. “Vamos reivindicar a volta do projeto “Ronda no Bairro”. São muitas ações que no nosso governo serão adotadas para melhorar a questão da segurança pública na nossa cidade”.

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Outro dado revelado pela candidata foi a de que mais de 400 mulheres registraram queixa por conta de violência e que a 1ª Delegacia Especializada da Mulher está desativada. “Precisamos fortalecer a nossa classe, a classe das mulheres. Apoiar os movimentos sociais, as associações, os clubes de mães e, principalmente, dar condição para que a mulher conquiste sua independência, por meio do trabalho, da profissionalização e da qualificação. Ninguém melhor do que uma mulher para entender a realidade feminina, e buscar soluções corretas como a criação de creches para que ela tenha a oportunidade de buscar emprego e qualificação”, declarou.

Ainda como soluções para combater a violência no município, Márcia acredita que elas devem ser pensadas em três momentos. O primeiro é a prevenção, seguido pelo combate a criminalidade, por meio de um serviço de inteligência, e finalizando com o amparo às vítimas e aos jovens infratores. “Vamos apoiar os CAPs para a ressocialização daqueles que cometeram delitos ou que entraram para o mundo das drogas. Vamos apoiar os centros de amparo às mulheres e crianças que sofreram abusos e violência”.

Ao finalizar sua participação, a candidata peemedebista deixou claro que ela e seu vice, professor Lázaro, estarão de portas abertas para discutir com os representantes da sociedade as soluções necessárias, não só para melhorar a segurança da cidade, mas para tratar de todos os assuntos importantes. “Vamos instituir um dia para receber os presidentes das comunidades rurais e, junto com eles, decidir aonde serão investidos os recursos disponíveis para cada uma delas nas áreas da saúde, educação, infraestrutura e geração de renda”, finalizou.

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