Um nome vem se destacando nos bastidores do governo Wilson Lima (PSC), nem tanto pelas iniciativas administrativas, mas sim pela negociação com os profissionais de educação, um grupo que sempre foi um problema para todas as gestões que passaram pelo Estado. Trata-se do ex-vereador de Manaus, Bibiano Garcia, que ficou mais conhecido como “Professor Bibiano”, no tempo em que exerceu seu único mandato, entre 2013 e 2016, na Câmara Municipal de Manaus.
Garcia construiu toda a sua trajetória política no PT, mas há dois anos, logo depois de não conseguir a reeleição, decidiu se desfiliar da legenda e aderiu ao Avante (ex-PT do B). Sempre muito crítico, foi um dos principais líderes das manifestações de professores. No final do ano passado, aceitou o convite do então deputado Luiz Castro (Rede) e assumiu a secretaria executiva da capital na Secretaria de Educação do Estado.
A missão inicial do ex-vereador era mapear a situação das escolas da capital, para indicar quais necessitariam de reforma. Mas a inquietação de sua categoria acabou se sobrepondo às demais tarefas e Garcia passou a ser a ponta de lança do Governo na negociação com as diversas categorias que compõem o setor. Começou pelos seus colegas professores, claro, mas também procurou outros profissionais.
Hoje mesmo ocorreu uma manifestação de professores na frente da Secretaria de Educação, cobrando o cumprimento da data-base. Garcia e Castro informaram que ela será paga agora em março, mas os manifestantes queriam que ocorresse em fevereiro. A partir do dia 15, quando prometeu abrir diálogo com a categoria, Garcia vai enfrentar o seu maior desafio.
Paralelamente à missão de articulador, Garcia tem atuado no sentido de ajudar Castro a enxugar os gastos com transporte e merenda, historicamente os grandes ralos do setor, a fim de remanejar recursos para a melhoria da qualidade do ensino, como quer a atual gestão.
A mais recente negociação envolveu a Associação dos Vigias, Auxiliares Técnicos Merendeiros, Serviços Gerais e todos funcionário Técnico Administrativo em apoio à Educação do Estado do Amazonas. Eles, que sempre foram deixados em segundo plano, planejavam uma paralisação, para forçar conquistas. Mas ontem, Garcia ligou aos dirigentes da entidade e propôs o diálogo, evitando o pior.
Uma paralisação de merendeiras, vigias e do pessoal de apoio seria desastrosa em pelo início de ano letivo. A simples ameaça mostra o quanto é importante a figura do negociador, função que o ex-vereador treinou ao longo de anos de militância petista e agora está colocando em prática no cargo espinhoso que assumiu.
Veja a nova divulgada ontem pela Avamseg:
“Hoje, dia 06 de março de 2019, a Diretoria da AVAMSEG recebeu uma ligação da SEDUC, na pessoa do Secretário Adjunto da Capital Sr. Bibiano Garcia Simões Filho, solicitando uma reunião na próxima sexta-feira, dia 15 para conversar sobre a data-base e o auxílio-localidade. Houve uma votação entre os membros da diretoria e a maioria optou por aguardar o resultado dessa reunião, afinal o nosso intuito é negociar.
A AVAMSEG tem tido receptividade por parte do Secretário de Educação, Sr. Luíz Castro, por esse motivo atos públicos e greves ocorrerão somente se a negociação não for satisfatória para a categoria . Portanto, esta suspenso a presença da AVAMSEG no ato público do dia 07.03.19. #Juntos somos mais fortes.
Contamos com a compreensão e o apoio de todos.
Gratidão.
A Direção.”
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