Nos bastidores do Tribunal de Justiça, eleição tampão para presidente é tratada como real possibilidade

É voz corrente nos bastidores do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM)que uma espécie de “eleição tampão” deve acontecer ao final do mandato do atual presidente, desembargador Domingos Jorge Chalub. Seria uma forma de corrigir uma distorção antiga, que é a escolha do dirigente maior da corte no meio do ano, o que obriga o escolhido a assumir com um orçamento em execução, sobre o qual ele não tem a menor ingerência. A ideia seria fazer coincidir o mandato com os exercidos por comandantes do Legislativo e do Ministério Público, por exemplo

Hoje, o presidente do Tribunal assume no meio do ano, normalmente no mês de julho, já que a escolha ocorre no final de abril. Quando toma posse, o dirigente recebe um orçamento quase todo empenhado, o que na prática permite o controle da gestão apenas no ano seguinte. A eleição de um presidente interino, por cerca de seis meses, permitiria que o futuro comandante do Judiciário fosse escolhido em dezembro e tomasse posse em janeiro, passando a comandar o orçamento desde o início.

Os dois grupos majoritários de desembargadores existentes hoje no TJAM a princípio concordam com a ideia. Se ela vingar, o escolhido para o mandato tampão seria um desembargador que não está na linha sucessória da corte. O nome mais comentado por enquanto é o de Flavio Pacarelli, que é uma espécie de líder da maioria. Caso fosse o escolhido, ele passaria o cargo para o sucessor de Chalub após o período combinado.

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