Nos bastidores, candidatura de Melo ao Senado ganha corpo e Henrique Oliveira apenas aguarda para dar uma guinada

Se antes o círculo íntimo do governador José Melo descartava qualquer possibilidade dele deixar o cargo em abril do ano que vem para disputar um cargo eletivo, agora o discurso mudou completamente e as mesmas pessoas antes incrédulas passaram a tratar a candidatura dele ao Senado como favas contadas. Com isso, cresce o assédio ao vice-governador, Henrique Oliveira, que assumiria o cargo e disputaria a reeleição com a caneta na mão.

Até a semana passada Henrique era tratado como figura secundária nas articulações para 2018. Houve quem previsse que ele poderia até disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, para não fica sem mandato. Isso na hipótese de Melo continuar como governador até o fim do mandato.

Alguns fatos, entretanto, mudaram o status do vice-governador e o colocaram no centro das especulações. Fora eles:

1 – O anúncio do fim da carreira do prefeito de Manaus, Arthur Neto (ele estava entre os cotados para disputar o governo);

2 – O distanciamento maior entre o governador José Melo e o senador Omar Aziz;

3 – Os ataques cada vez mais fortes de parte da mídia local ao senador Eduardo Braga, o até então favorito na corrida sucessória;

4 – A manifestação de familiares do governador José Melo, falando abertamente em sua candidatura ao Senado.

Como no meio político os fatos são rapidamente descobertos e espalhados, os humores estão mudando rapidamente. Pesa principalmente para isso o fato de que, nas duas últimas eleições estaduais, os vices, ao assumir o Governo, candidataram-se à reeleição com sucesso, mesmo partido atrás de favoritos.

A diferença básica é que os dois titulares que saíram para apoiar seus vices em 2010 e 2014 tinham enorme popularidade, o que não ocorre agora com José Melo.

Quem viver, verá!

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