Na campanha mais “estranha” dos últimos tempos, candidatos estão recolhidos e nada acontece

A campanha eleitoral neste segundo turno ainda não começou. Não está nas ruas, ainda não foi para a mídia e obedece a uma estranha lógica: os dois candidatos esperam para saber qual o primeiro movimento do outro.

Será uma disputa rápida, de apenas três semanas, mas a primeira semana está passando praticamente sem jogo.

De certa forma, o governador interino, David Almeida (PSD), é o responsável por este compasso. Ao não declarar apoio explícito a nenhum dos dois candidatos, frustrou a expectativa de que ele entrasse no jogo.

Os outros candidatos que não chegaram ao segundo turno estão adotando posturas neutras. O PT deve seguir o mesmo caminho, principalmente porque seu candidato, José Ricardo, não quer se definir.

Nas redes sociais, nem um dos dois candidatos está levando vantagem, mas sim um movimento forte pelo voto nulo, branco ou pela abstenção. Isso poderia aumentar os números do primeiro turno, quando mais de 40% dos eleitores optou por uma dessas posições.

É uma eleição estranha, sem dúvida.

 

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