A partir de hoje, o Brasil passará a ter, pela primeira vez, cinco mulheres no comando das principais instituições jurídicas nacionais. A ministra Rosa Weber (foto), que assumiu hoje o Tribunal Superior Eleitoral, se junta a Raquel Dodge, procuradora geral da República; Cármen Lúcia, que preside o Supremo Tribunal Federal; Laurita Vaz, líder do Superior Tribunal de Justiça e Grace Mendonça, primeira mulher a assumir o comando da Advocacia-Geral da União (AGU).
O que isso significa na prática para a Justiça brasileira – e para as mulheres que trabalham no sistema judiciário?
As carreiras jurídicas têm cada vez mais representantes do sexo feminino. Nos últimos anos, por exemplo, o número de mulheres inscritas em grande parte das seccionais da OAB tem superado o de homens.
O problema, para alguns analistas, é que, em sua maioria, elas permanecem na base da pirâmide, e não em posições de comando – emulando outros setores da economia. Assim, Cármen, Laurita, Raquel, Weber e Grace seriam apenas notáveis exceções.
“Elas prevalecem (em número), mas, à medida que a carreira avança, vão ficando pelo caminho por que veem que não vão chegar ao topo”, diz à BBC Brasil Patricia Tuma Martins Bertolin, professora do Mackenzie e autora do livro recém-lançado Mulheres Advogadas: Perfis Masculinos de Carreira ou Teto de Vidro, baseado em sua pesquisa de pós-doutorado.
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