Morte de Washington Régis muda correlação de forças em Manacapuru

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A morte, hoje, do ex-deputado e ex-prefeito de Manacapuru, Washington Régis, muda totalmente a correlação de forças políticas no município, que tem o maior colégio eleitoral do interior. Engana-se quem pensava que, doente, ele estava totalmente fora das articulações. Sua imagem ainda contava muito para o eleitorado local.

Régis começou na política em 1992, quando elegeu-se vereador em Manaus. Dois anos depois, foi eleito deputado estadual para o primeiro dos três mandatos que exerceu. Dono de embarcações com raízes em Manacapuru, decidiu disputar a prefeitura do município em 2004 e se deu bem. Quatro anos depois, ajudou a eleger Edson Bessa e retornou à prefeitura em 2012, renunciando no final de 2013 por causa de uma doença degenerativa, que lhe tirava a capacidade de continuar administrando o município. Assumiu em seguida o cargo de deputado estadual por apenas cinco meses e desde então vinha lutando contra a doença, vivendo praticamente todo o tempo internado em hospitais.

Seja como for, Régis passou mais de uma década influenciando decisivamente a política em Manacapuru e mantendo sob seu comando um grupo relativamente coeso, que se opunha a outro liderado pelo também ex-prefeito e ex-deputado Ângelus Figueira, que agora vê o caminho mais livre para retornar à prefeitura.

O vice de Régis, Jeziel Alencar, o “Tororó”, que ganhou de presente três anos de administração, está desgastado e teria mais chances de se reeleger se o colega de chapa estivesse vivo. A doença de Régis comoveu o município. Com sua morte, o grupo que ele liderava se esfacela de vez e deve chegar à eleição dividido, o que pode facilitar ainda mais a vida dos opositores.

Aliás, “Tororó” é tão antenado que nem o site da prefeitura registra a morte ou presta homenagens a Régis hoje.

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