Morre, aos 78, Laíla, dirigente da Beija-Flor que homenageou Manaus em desfile

“Manoa, Manaus, Amazonas – Alimenta o corpo, equilibra a alma e transmite a paz”. Este foi o enredo da  escola de samba carioca Beija-Flor, em 2004. Na época, um dos comandantes da homenagem foi Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla, que morreu hoje, aos 78 anos, vítima da Covid-19. O que poucos sabem é de sua ligação estreita com o Carnaval da capital amazonense, especialmente com a Reino Unido da Liberdade, onde tinha vários amigos (inclusive o compositor e ex-dirigente da agremiação Jorge Halen “Chocolate”, que aparece com ele na foto).

Laíla esteve em Manaus no ano de 2003, para fazer uma pesquisa que seria usada no desfile da Beija-Flor no ano seguinte. Convidado a fazer uma palestra para o pessoal da Harmonia da Reino Unido, ele não apenas atendeu ao convite, como também dormiu no prédio aonde estavam sendo confeccionadas as fantasias do Carnaval daquele ano da escola manauara, que homenageava o ex-deputado e magistrado André Araújo.

Os amigos de Manaus recordam dele com muito carinho. “No carnaval em que homenageamos a Maçonaria, em 2008, ele nos cedeu alguns desenhos de ala. Antes disso, em 1978, inspirou nossos dirigentes na fundação da Liga das Escolas de Samba de Manaus, mostrando como foi concebida a liga carioca”, recorda Chocolate.

O sambista estava internado no Hospital Israelita Albert Sabin, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele estava com Covid-19 e sofreu uma parada cardíaca na manhã desta sexta-feira e não resistiu. Morreu por volta das 11h30.

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