Ministério Público quer atacar empresas de fachada usadas pelas facções criminosas no Estado

O Ministério Público do Amazonas entende que, para combater efetivamente a atuação das facções criminosas no Estado, é preciso atacar o financiamento do crime organizado com compartilhamento de dados com a Segurança Pública. “Não adianta a Secretaria de Inteligência ter determinadas informações sobre empresas que são usadas de fachada sem compartilhar esses dados com o Ministério Público, a fim de que possamos tomar as medidas judiciais que visem coibir ou desidratar o lado financeiro das organizações criminosas”, defende o procurador geral de Justiça, Fábio Monteiro.

Ele destacou que algumas medidas já foram tomadas, mas é preciso avançar. “O momento é grave, mas tenho certeza de que temos instrumentos efetivos e imediatos para combater crime”, destacou. “Precisamos muito da parceria do Ministério Público. Temos certeza de que vamos obter resultados positivos o quanto antes, no combate ao crime organizado”, disse o secretário estadual de Segurança Pública, Anézio Brito de Paiva.

Os dois reuniram-se ontem para definir estratégias de enfrentamento às organizações criminosas, que acirraram a disputa pelo controle do tráfico de drogas nos últimos meses. Manaus tem sido o principal cenário da guerra travada entre facções, que já causou mortes em série, com características de execução. O encontro foi na sede da Procuradoria-Geral de Justiça.

O objetivo da reunião foi definir a estratégia de atuação do Ministério Público do Estado junto à Força-Tarefa montada pelas forças de segurança para conter a violência causada pelos confrontos diários entre criminosos, que geram insegurança em toda a sociedade. Além de instaurar e presidir um procedimento para acompanhar o trabalho da Secretaria de Segurança, o procurador também destacará promotores de Justiça para agilizar demandas judiciais.

Compartilhando

O compartilhamento de informações, estruturas técnica e de pessoal deve iniciar já na próxima semana. “Parte das medidas concretas que serão tomadas a partir de agora, do ponto de vista institucional, contribuirão de forma efetiva para auxiliar o Estado no combate a esse tipo de criminalidade. Temos instrumentos próprios de atuação em rede nacional. Vamos disponibilizar ainda nossos equipamentos e infraestrutura que existem no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, como também a possibilidade de colocar a estrutura dos GAECOS dos outros Estados à disposição da Secretaria de Segurança, além da expertise e conhecimento dos Agentes no país”, afirmou Monteiro.

 

 

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