Por Hiel Levy*
O Tribunal Superior Eleitoral, por decisão da maioria absoluta de seus ministros, afirmou, com todas as letras, que o governador José Melo comprou votos para ser reeleito em 2014. Confirmou, dessa forma, o que nós, que não o apoiávamos, dizíamos desde então.
O principal argumento dos apoiadores de Melo para rebater nossa acusação sempre foi o seguinte: “Ganhamos com mais de 180 mil votos de diferença. Como poderíamos comprar tanto voto?”
Agora eu explico como compraram estes 180 mil e muito mais:
1 – Melo comprou o apoio da maioria dos prefeitos, com convênios de diversas naturezas, e cooptou a grande maioria dos vereadores do interior, o que induziu a mudança de muitos votos nos municípios;
2 – Melo bancou a eleição dos deputados Platiny Soares e Cabo Maciel, trazendo para dentro de sua campanha toda a estrutura da Polícia Militar, à base de investimento alto e inúmeras promessas não cumpridas;
3 – Melo distribuiu dinheiro vivo em comitês eleitorais espalhados em Manaus, camuflados como grupos de apoio específico, de religiosos, professores, profissionais da saúde, etc.;
4 – Como mostrou o Fantástico, Melo bancou enterros, formaturas, torneios, eventos, etc.
Foi este caldo que mudou a vontade popular e tirou a eleição de Eduardo Braga. Culpa apenas de Melo? Claro que não. Culpa também de quem se vendeu. Estes pagaram caro, sofrendo com um governo claudicante, inoperante, o pior da história do Amazonas.
P.S. – Só pra deixar uma minhoca na cabeça de vocês: Marcelo Ramos teve exatamente 180 mil votos no primeiro turno de 2014. E fez uma campanha de altíssimo padrão na TV, que não é barata. A produtora que comandou o trabalho, a Plano A, é uma das principais fornecedoras da Secretaria de Comunicação do Estado.
*Editor do blog
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Este post tem um comentário
QUAL DELES NÃO COMPROU VOTOS (?), A ÚNICA DIFERENÇA É QUE DESSA VEZ CONSEGUIRAM REUNIR “ALGUMAS” PROVAS E NESSES TEMPOS DE LAVA JATO, A AÇÃO FOI ATÉ AO FINAL , APESAR DAS INTERFERÊNCIAS EXTERNAS.