A preocupação em torno da propagação do novo coronavírus só aumenta. Já infectou mais de 134 mil pessoas em 121 países e territórios e provocou a morte de 5.043 pessoas, de acordo com últimos balanços oficiais. Na semana passada, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou estado de pandemia no mundo. No Brasil, já são 234 casos, de acordo com o Ministério da Saúde, e hoje a primeira morte foi confirmada, no estado de São Paulo. Em Manaus, duas pessoas foram confirmadas com a doença.
O coronavírus começou na China, que declarou esses dias o fim do pico de surtos e o retorno gradativo das atividades econômicas. Uma boa notícia. Desde que começaram os primeiro casos, ainda em dezembro do ano passado, o vírus já infectou mais de 80 mil chineses, levando mais de 3,2 mil à morte.
Devido a essa doença, toda a economia mundial está sendo afetada, até na Zona Franca de Manaus, já que as empresas do Distrito Industrial dependem de componentes de outros países, principalmente, da China.
A Itália entrou em quarentena e o governo mandou parar todas as atividades das empresas e instituições. Nos EUA, o governo proibiu a vinda de aviões da Europa. Na América Latina, Argentina, Honduras e Peru já fecharam as suas fronteiras para conter a disseminação da doença. Até o momento, poucas ações do Governo Federal, e o presidente, descumprindo orientação médica e dando mau exemplo quanto ao momento delicado de seu isolamento. Um atentado à saúde pública.
Se não houver medidas drásticas de proteção no Brasil, o número de casos irá aumentar. Muitos estados brasileiros já decretaram estado de emergência. No Amazonas e em Manaus as aulas da rede pública foram paralisadas e, seguindo orientação do Ministério Público, as escolas e as faculdades particulares também pararam, assim como Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Muitas instâncias do legislativo, judiciário e instituições da sociedade estão com regras e restrições. Decisões acertadas neste momento.
Também estamos preocupados e tomando as nossas medidas, como forma de prevenção. Será mantido o funcionamento do gabinete, em Brasília, e do escritório, em Manaus, mas com um sistema de rodízio e de ações articuladas via telefones e internet, para não comprometer a saúde da equipe de assessores. Quem precisa se locomover por meio de transporte público, ficará em casa pelos próximos dias. E ainda estaremos reduzindo as nossas atividades que envolvam grandes aglomerações de pessoas, o que pode contribuir com a contaminação.
Na Câmara dos Deputados, estou cobrando que seja derrubada a Emenda 95, que impede investimentos em saúde, pois estamos em situação de risco; e que o Governo Federal libere todas as emendas parlamentares na área da saúde. Isso levará recursos para diversos municípios. Temos que pensar no país.
No início do ano, enviei requerimento ao Ministério da Saúde alertando para a necessidade de intensificar as ações de vigilância, controle e fiscalização em voos internacionais, como também solicitei informações sobre quais providências estão sendo adotadas para evitar a proliferação desse vírus no Brasil. O alerta foi dado.
As pessoas idosas são as mais afetadas, mas a doença pode atingir qualquer um. Por isso, os médicos estão orientando que se lave bem as mãos ou use álcool em gel e até que se use máscaras de proteção. Também dizem para se ter cuidado com tosses e espirros, não usando as mãos para proteger a boca e o nariz, além de ficar atento quando sentir febre, tosse e dificuldades para respirar. Até a Igreja Católica orientou os fiéis quanto aos cuidados durante as celebrações nas igrejas e reuniões.
Preocupação também com as pessoas desempregados e que atuam na informalidade. Com a paralisação de muitas atividades, talvez não tenham renda nem para sobrevivência. Diferente de quem é funcionário e tem seu salário garantido. Mas até esses podem sofrer ameaças de demissão. Apreensão de todos os lados.
Quero aproveitar para me solidarizar com os profissionais da saúde pública e privada. O Decreto do Estado reduz as atividades nas mais diversas áreas, mas os hospitais serão os únicos espaços que terão suas atividades aumentadas. Das pessoas que trabalham na conservação até os que estão em contato direto com os pacientes, como enfermeiros, médicos, nutricionistas, todos estão honrando sua profissão com ética e compromisso em salvar vidas.
Neste momento, o sistema de saúde precisa funcionar, inclusive, com campanhas massivas de orientação e de alerta ao povo. Poder público e sociedade precisam se unir. Manter a calma, sem pânico. Mas é prudente que a população procure ficar em casa e só saia em casos de necessidade. Medidas que estão dando certo em outros países e que podem neutralizar a cadeia da transmissão, na luta contra o coronavírus. Que Deus proteja a todos nós!
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