Fernando Batista de Melo, o homem que matou o próprio filho, Manoel Franco de Lima Neto, de 3 anos, com várias facadas após discussão com a mãe dele, foi preso na madrugada de hoje, depois que saiu de uma área de mata do Parque Mosaico, na zona Norte de Manaus. Vídeos divulgados no momento da prisão indicam que ele correu depois de ser perseguido por criminosos ligados a uma facção criminosa e acabou se entregando aos policiais, que faziam intenso patrulhamento na área. Populares chegaram a perseguir a viatura policial aonde estava o criminoso, na esperança de retirá-lo dali para um linchamento.
O crime chocou o Amazonas e repercutiu em todo o país. A prisão ocorreu após uma operação intensa no Parque Mosaico, na zona norte, e teve como ponto decisivo a visualização de uma fogueira em meio à mata. Segundo o capitão da PMAM, Gamenha, a equipe do segundo turno iniciou o cerco com quatro viaturas e, por volta de 1h30 da madrugada, uma guarnição avistou uma fogueira acesa próxima à área do cemitério. Diante da situação suspeita, os policiais se deslocaram imediatamente para averiguação.
Ao se aproximarem, os militares perceberam o homem saindo da mata. Ele tentou se apresentar como alguém em situação de rua, mas a guarnição já estava em alerta máximo. Quase ao mesmo tempo membros de facção e populares chegaram ao local, depois de receberem a mesma informação sobre a fogueira. O assassino correu então na direção da Polícia, percebendo que, se fosse alcançado pelos demais grupos, seria morto no mesmo local.
A ação rápida dos policiais evitou o pior para o criminoso, já que eles o colocaram na viatura e a fecharam antes que os faccionados ou populares os alcançassem. Foram dois dias de buscas que envolveram drones, helicóptero, equipes por terra e cerco estratégico.
O capitão destacou o empenho dos policiais do CPA Centro-Sul, ressaltando a atuação decisiva dos soldados que primeiro chegaram ao local. Segundo ele, o suspeito acreditava que a polícia já havia encerrado as buscas durante a madrugada, mas foi surpreendido pela permanência do cerco.
A Polícia Militar reforçou que a operação foi uma resposta direta à sociedade amazonense diante de um crime de extrema gravidade, reafirmando o compromisso de servir e proteger, mesmo diante de longas horas de trabalho e desgaste físico das equipes.
O homem foi conduzido às autoridades competentes e permanece à disposição da Justiça.
Veja os vídeos:
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