Por Ronaldo Derzy Amazonas*
Pode um cidadão sair por aí convocando adeptos para uma manifestação a favor da caça de animais silvestres? ou a favor da separação da federação? ou pela morte aos ministros do Supremo?
Penso que não! e todos seriam considerados movimentos irracionais e eivados de ilegalidade posto que os animais silvestres, a unidade federativa e a vida, estão protegidos ora pelo arcabouço legal ordinário ora por cláusulas constitucionais do nosso país.
Então porque se permitir que um bando de arruaceiros, jovens inconsequentes e cidadãos suspeitíssimos saiam por aí atrapalhando o trânsito e bradando palavras de ordem em uma marcha da insensatez clamando pelo plantio e pelo uso da maconha?
O consumo da maconha está liberado? Seu cultivo é permitido? Sua comercialização é livre?As respostas são três rotundos NÃOS! tendo em vista que o conjunto normativo pátrio, aí incluída a Constituição da República, ainda não permitem nem uma coisa nem outra.
Ora, então porque cargas d’água até um magistrado num movimento recheado de delírios e alucinações usa as redes sociais para atacar justamente a polícia composta por aqueles que, por dever legal, têm a obrigação de proteger a sociedade contra quem transgride as leis?
Quer me parecer, data veníssima, que o douto magistrado andou lá experimentando uma canabis estragada ou vencida e, mesmo que ficasse calado, ainda assim estaria errado.
É de se lamentar profundamente que a insensatez alcance os corações e que as substâncias psicoativas nocivas destruam os cérebros de tantos jovens e até de autoridades constituídas estas que, quando não pousam inertes diante dessa afronta, ainda defendem e protegem direta e indiretamente quem transgride a lei numa ação ilógica de abandono da sociedade à própria sorte.
Eu já havia manifestado minha opinião sobre a maconha em um artigo do dia 25 de março intitulado Remédio sim baseado não, onde discorri sobre a enorme diferença entre o THC substância ilícita e o CBD composto terapêutico ambos derivados da canabis e volto a repetir que a maconha é um mal desnecessário e o incentivo ao plantio, a comercialização e ao consumo, devem ser prontamente combatidos para que livremos nossos jovens da derrocada moral, da decadência social e dos riscos à saúde.
Perdi alguns jovens e promissores amigos de infância para a maconha e outras drogas ilícitas e sei o quanto de dor e sofrimento as famílias de meus amigos experimentaram até se despedirem definitivamente dos mesmos e não gostaria de continuar a assistir tantas afrontas à Lei travestidas criminosamente de “manifestações do livre pensar e falar”.
Recomendo para tantos quantos teimam em fugir ao controle da lei o trecho da letra de uma música bem conhecida:”Polícia para quem precisa de polícia”.
Té logo!
*O autor é farmacêutico bioquímico e diretor-presidente da Fundação Hospital Alfredo da Matta
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Este post tem um comentário
O Pior é você ver um Profissional da Educação comandar a tal marcha da Maconha. Isto deveria ser apurado por nossas autoridades. Daniel Melo.