Mais um articulista do blog decidiu reunir suas crônicas, aqui publicadas há anos, em um livro. Depois de Ronaldo Amazonas, agora é a vez do misterioso Sancho Gil, pseudônimo de um maluco beleza que escreve toda sexta-feira, sempre com muito sarcasmo e ironia. Aliás, curiosamente os dois posicionam-se nos extremos do espectro político, um totalmente à direita e outro totalmente à esquerda. Coisas da pluralidade que deveria ser regra na comunicação, mas infelizmente é exceção. “Cantando na Biblioteca”, como diz ironicamente o próprio autor, “é financiado com recursos da Lei Adnet e uma franchising do Show da Fé”.
“São abobrinhas e mandioquinhas ácidas, às vezes com veneno de cicuta e timbó. Um chá que já chega pronto, nessa gordura hidrogenada degustada com chibé cultural que Sancho resgata em textos e crônicas simples. As tirinhas epistemológicas, com prosopopeias e metáforas líricas de resgate do cotidiano, desafiando e andando sobre o fio da navalha, podendo ser interpretadas pela capa, num momento difícil onde a interpretação de texto é mais que necessária, pois os 280 caracteres que invadem as redes sociais são consumidos, mas a leitura é simplesmente esquecida e ignorada nessa superficialidade literária”, acrescenta Gil.
Nas crônicas, prevalecem as análises dos acontecimentos contemporâneos atemporais com abordagem de quem, no seu minarete, acorda com medo, mas não chora e nem reclama abrigo, como o poeta descreve em Poema. Nessa “orelha fria”, como dizia Caju, o autor diz segredos de liquidificador com cortes e recortes do dia a dia. A ironia, o sarcasmo, a crítica e observações são lugares comuns no bom senso, interpretando a vida com muito humor.
Sancho Gil de La Pança, o autoproclamado comendador e menestrel de Ratanabá, fez o caminho inverso de Santiago de Compostela e veio parar na cidade perdida. Aqui provou do jaraqui e continua tomando chibé na cuia, bacaba no caneco e jogando cinzas de cigarros com a mão direita, por cima do ombro esquerdo como Sissica e Didi Redman. Foi batizado por Frei Fulgêncio e pelo apóstolo Hiel Levy no Auto do “Seu Colega Podcast”, da Compadecida Baré.
No rolezinho, tipo primeira edição do segundo caderno, tropeçando numa lápide e usando o túmulo como mesa no picnic do cemitério, o prefácio (In memoriam) é assinado coletivamente por várias mãos: Eledilson Colares, João Carlos Portela (Anino), Antonio Iaccovazo, Demóstenes Carminé, Marcelo Bottero, Adriano Salan, Paulo Montes, Coracy Fernandes, Robson Franco, Paulo Bento de Brito (Paulão), Mena Barreto, Dr. Ederval, Assunção, Carlos Seringueiro, Zuleica Fernandes, Antônio Levino, Conceição Derzi, Ruy Alencar, Seu Manezinho e ‘Não sei, só sei do Brás’.
O livro, no lado B, traz dois artigos colaborativos, o primeiro do jornalista da Folha de São Paulo, correspondente internacional Jamil Chad, com um artigo sobre Chico Buarque, numa carta intimista ao poeta. E o outro do jornalista Ribamar Felix, ex-diretor da UNE, um dos coordenadores do CPC-UNE em seu resgate histórico, num registro histórico sobre a criação do curso de Ciências Sociais da UFAM, a mais antiga universidade do país.
Além do prefácio assinado por Hiel Levy, editor do blog.
Ficha técnica:
Capa e ilustração: Antonio Iaccovazo
Texto e roteiro: Eledilson Colares
Impressão gráfica: Multilite do Paulão (Paulo Bento de Brito)
Copidesque / revisão ortográfica: Robson Franco
Publicação: Editora Lucel – SP
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Serviço
CANTANDO NA BIBLIOTECA
Lançamento – Manaus
Casa das Artes
Largo de São Sebastião – centro
Dia 29/10 (quarta-feira) – 18:00h
Sessão de autógrafos
Show acústico
Adal
Adal Venâncio
Jaime Pereira
Célio Cruz
E convidados
Livraria Nacional
Rua 24 de maio, 415 – centro
Dia 01/11 – 10:00 às 13:00h
Sessão de autógrafos
Roda de conversas
Acústico com Adal
Venda do livro no sistema “pague quanto quiser” (PWYW – Pay What You Want) – Com preço de Beck Freud no PIX
Chave do PIX: 79302980278
Corpo técnico
Curadoria e mise-en-scène – Márcia Vinagre
Acendedor de insenso, marofa, lirismo musical e degustador de orégano – Adal de Paris
Micose e articulações-Miguel Pacheco
Louvor e orações trepado na goiabeira da Rádio Rio-mar- Sancho de La Mierda
Memórias póstumas e de próstata- Olavo do Caralho
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