Mais evangélicos, mais politiquismo e menos evangelismo

O resultado do último censo do IBGE, esse organismo outrora sério e agora aparelhado pela esquerda, para além da questão demográfica, trouxe-nos dados curiosos.

Levados em conta os dez anos normais em que o Brasil se submete ao censo, esse veio com um atraso de mais de dois anos tendo em vista que durante a pandemia ele foi suspenso.

Neste censo de 2024 há poucas novidades, raras respostas de interesse e nenhuma novidade no geral, porém, no que se refere ao questionário sobre práticas de fé e religião, ele apontou preocupações.

O crescimento dos adeptos das seitas e práticas de matrizes afro americanas e dos que não professam nenhuma fé, precisa ser fonte de abalizada analise pelas doutrinas cristãs.

Muitos profetas dos tempos modernos e em muitas aparições de Nossa Senhora, há reiterados chamados e admoestações que tratam da apostasia, do esfriamento da fé, do paganismo e do ateísmo.

Na Europa, em boa parte da Ásia e em alguns países do continente americano, o afastamento de Deus é cada vez mais crescente e, a profissão de seitas e práticas satânicas, ocupam cada vez mais espaço no coração a na mente das criaturas. Oremos!

O crescimento dos evangélicos já não pode ser tratado como novidade, não precisa ser enfrentado mas precisa também ser analisado com carinho.

Entretanto, como cristão católico, penso sinceramente que é preferível um razoável evangélico do que um mau católico desde que a fé professada seja duradoura, pura e sincera.

Do lado católico os sacramentos são questões pétreas, a prática do aborto é abominável, o casamento é indissolúvel; temos hierarquia e um único líder espiritual, uma doutrina baseada na tradição e no magistério.

Tudo isso são entraves que muita gente não aceita, abomina e prefere a liberdade de uma fé mais light é descompromissada com a Palavra e com a verdade.

Não creio em conversão pura e simples de quem mudou de lado e sim em encontro consigo mesmo e com um Deus mais afável e bonzinho para suas necessidades temporais.

Acredito muito mais em parte ao proselitismo e talvez à procura de respostas existenciais na nova prática de fé posto que o sujeito pode não ter encontrado guarida nas suas buscas sociais, econômicas e até políticas.

E é sobretudo a questão política que mais nos deve preocupar a todos sobre o resultado da pesquisa do IBGE.

É preciso avaliar, que na mesma proporção em que os evangélicos crescem em número, as bancadas parlamentares seguem o mesmo ritmo.

A avassaladora ocupação dos espaços políticos nos poderes legislativo e judiciário por gente que se denomina evangélico sem que entretanto a qualidade da prática da fé e dos exemplos de dignidade e da presença verdadeira de Deus sejam sentidas, não podem passar incólumes.

A sedimentação de templos evangélicos em cada esquina, o domínio dos meios de comunicação, a ministração baseada na prosperidade e o discurso politizante nos púlpitos tudo isso sem base doutrinária na Palavra, se firmam como gigantes de pés de barro.

A quantidade divorciada da boa prática da fé vai em algum momento ruir.

A politicagem da fé levando o povo cristão como gado para o abatedouro, logo logo poderá ser percebida porém, tarde demais.

Fé e política tem tudo a ver posto que, como criaturas de Deus, devemos ser sal e fermento no meio da multidão.

A igreja católica tem inúmeros documentos que tratam do tema fé e política e inclusive conclama os cristãos para ingressarem na política e fazerem a diferença.

Nessa esteira de uma prática cristã sem bases doutrinárias e sem percepção mais ampla da fé, lógico que alguém iria crescer e outro iria diminuir.

Oxalá que muitas criaturas de Deus não desanimem e os sem fé, sem doutrina religiosa e os ateus não avancem ao perceberem que os cristãos são maus exemplos para suas vidas.

Té logo!

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