Mais emprego, renda e sustentabilidade, menos pão e circo!

Esta semana tenho refletido sobre como possuir um emprego e ter a capacidade de se sustentar é algo digno e que enobrece o cidadão. Ter uma renda e possuir autonomia para com total liberdade e através do próprio esforço produzir mais para esta nação, nos mostra que somos relevantes e ainda nos tornamos referência para os que nos cercam.

Penso todos os dias que as pessoas precisam ser livres e esta liberdade é constituída com emprego, renda, moradia decente, educação, segurança e saúde.

Olhando pelo lado social, desde a consolidação das leis trabalhistas no Brasil, o trabalho ou o valor do trabalho passou a ser visto com um olhar diferenciado por força dessas leis.

É certo que o avanço e as melhorias das condições de trabalho e emprego, que promovem a dignidade do trabalho no Brasil, estão relacionados a mudanças positivas do nosso IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que atualmente ocupa a 87ª posição no ranking mundial. Mesmo tendo a 7ª economia do mundo.

Quando falamos do ranking interno do Brasil, o censo do IBGE mais recente, mostra que o Amazonas ocupa a 18ª posição de 27 estados, e mostra também que o acesso aos serviços básicos, como educação, saúde e moradia adequada, apresentam condições precárias, afetando negativamente o bem-estar das pessoas.

A desigualdade de renda não é apenas uma questão individual, mas também uma questão sistêmica que desequilibra a sustentabilidade, principalmente na região norte e, de forma mais contundente, no interior dos estados, onde a presença do poder público é escassa. A inexistência de oportunidades de emprego e renda pode levar a uma maior exploração dos recursos naturais sem nenhum tipo de controle.

Em 2022, o rendimento nominal mensal domiciliar, per capita no Amazonas, era de R$ 965, ficando na posição 25 entre os 27 estados. Em 2016, o número de pessoas de 16 anos ou mais, ocupadas na semana de referência, era de 1.602 pessoas, ficando na posição 15 entre os 27 estados. Em 2022, a proporção de pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência em trabalhos formais era de 37,9%, ficando na posição 24 entre os 27 estados. Em 2022, o rendimento médio real habitual do trabalho principal das pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência em trabalhos formais era de R$ 2.526, ficando na posição 19 entre os 27 estados. Em 2021, a quantidade de pessoas ocupadas na administração pública, defesa e seguridade social era de 150.574 pessoas, ficando na posição 16 entre os 27 estados.

Precisamos pensar e agir sobre a questão de oportunizar para as pessoas qualificação, a fim de que elas tenham meios adequados e certos para seu sustento, extinguindo essa ideia miserável de assistencialismo eterno que está arraigada na mente da grande maioria dos brasileiros.

Há alguns meses falei sobre a cultura de estar acomodado por receber benefícios e não buscar meios de se libertar dessa escravidão gerada através da dependência. Os dados mais recentes mostram que, para cada dois trabalhadores com carteira assinada, há uma família recebendo o auxílio do governo. A taxa chegou ao recorde histórico em janeiro de 2023 com 51,5% de beneficiários em relação aos empregados com carteiras assinadas.

Os governos precisam e têm a obrigação de ofertar meios para qualificar a mão de obra jovem desta nação. Pessoas que hoje recebem algum tipo de benefício deveriam participar de um plano de qualificação e treinamento para desenvolverem suas habilidades e testarem meios alternativos de produzirem mais, melhorando assim, a qualidade de vida de suas famílias.

Precisamos gerar sonhos nas pessoas desacreditadas de si mesmas, não apenas falando, mas ensinando, mostrando o caminho e no caminho, até que elas possam ser capazes de sonhar e realizar de forma independentes.

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